Imagem da matéria: Polícia Civil prende autor de golpe com Bitcoin que 'garantia' 15% de retorno
Autoridade pediram para divulgar foto de golpista para alertar vítimas (Imagem: Reprodução/Polícia Civil)

A Polícia Judiciária Civil de Rondônia (PCRO) prendeu na terça-feira (10) Roberto Ambrósio da Silva, suspeito de aplicar golpes de pirâmide financeira com criptomoedas. O prejuízo pode ser milionário.

A prisão é preventiva e foi pedida pelo delegado Rubens Oliveira da Silva após investigações. Segundo publicação no site PCRO, Roberto é suspeito de praticar crimes contra mais de 100 vítimas em todo o país.

Publicidade

Com o objetivo de localizar mais vítimas, as autoridades pediram para que a imagem de Roberto seja divulgada. 

“A polícia Judiciária Civil pede à população que contribua, divulgando a imagem de Roberto para anotarmos outras vítimas, bem como que forneçam  qualquer informação que possam auxiliar as investigações, na própria 6ª Delegacia de Polícia Judiciária Civil desta Capital”, publicou a PCRO.

Promessa de 15% ao mês

Durante a ação, os investigadores apreenderam diversos documentos e notebook na residência do suspeito. Ele se apresentava como investidor financeiro e prometia rendimentos de 15% ao mês em ‘negócios’ com criptomoedas.

De acordo com a polícia, após conseguir convencer pessoas a investirem no negócio, ele pagava os rendimentos por um, dois ou três meses. Depois de um tempo ela deixava de atender a ligações e ficava com o saldo das vítimas.

Vítima perdeu R$ 270  mil

Em um vídeo compartilhado no Facebook pelo usuário William Ferreira da Silva, o delegado confirmou o caso de uma vítimas. Ela havia investido R$ 270 mil, oriundos da venda de uma apartamento. Desde dezembro, em busca de ter o dinheiro volta, procurou a delegacia.

Publicidade

“Geralmente as pessoas ficam envergonhadas por terem sido enganadas e também pela sensação por parte da sociedade de que essas vítimas são gananciosas, que elas quiseram lucro fácil, e por causa disso elas acabam não procurando a polícia”, disse o delegado.

Clientes sabiam do risco, disse golpista

Na ocasião, o suspeito não se negou a falar com Ferreira, que transmitia uma live pelo Facebook.

Citando a corretora FBS, que atua no mercado Forex (proibido no Brasil), Roberto disse que parte do capital ‘subia’ para a processadora e que em novembro uma “banca” teve uma quebra de R$ 8 milhões”.

Disse, também, que os investidores sabiam do risco de perda e que todos assinaram um contrato. Contou ainda que muitos que já foram pagos ainda assim abriram processo contra ele.

No vídeo, o acusado acabou fazendo uma denúncia contra policiais que, segundo ele, pediram R$ 20 mil reais para não levá-lo preso.

Publicidade

Polícia diz que há mais vítimas

Conforme a PCRO, somente em dois inquéritos o valor informado pelos clientes de Roberto ultrapassa R$ 300 mil. Diz, ainda, que “há vítimas confirmadas que investiram o erário de hum milhão de reais”.

Roberto foi indiciado por estelionato e aguardará preso, a disposição da Justiça, outras vítimas compareceram à delegacia para prestar queixa acerca deste crime, concluiu a reportagem.

VOCÊ PODE GOSTAR
Imagem da matéria: Dogwifhat cai 15% e lidera perdas de memecoins em meio à lentidão da Solana

Dogwifhat cai 15% e lidera perdas de memecoins em meio à lentidão da Solana

As memecoins da Solana caíram da noite para o dia, enquanto os devs correm para consertar os problemas de congestionamento da rede
Tela de celular mostra logo da Comissão de Valores Mobiliários do Brasil CVM

CVM ganhou R$ 832 milhões com multas aplicadas em 2023, um aumento de 1.791%

A autarquia também registrou o maior número de casos julgados desde 2019
Ilustração de correntes ilustradas com pequenos zeros e uns

Degen Chain: a rede de camada 3 que está chamando atenção com a febre das memecoins

Novidade no mercado, a Degen foi construída na Base, uma rede de camada 2 do Ethereum, e já tem tido uma forte alta no número de transações
silhueta de homem com celular e logo da coinbase no fundo

Coinbase entra com recurso contra decisão em caso contra a SEC

Ao interpor o recurso, a Coinbase alega motivos substanciais para divergências de opinião, segundo disse o site The Block citando uma pessoa familiarizada com o caso