Para o FMI, queda do Bitcoin não afetou a estabilidade da economia mundial

Apesar das liquidações das criptomoedas, Fundo diz que repercussões foram limitadas até agora
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(Foto: Shutterstock)

O Fundo Monetário Internacional (ou FMI) afirmou que o período de mercado de baixa do bitcoin (BTC) não teve impacto na estabilidade financeira global, em um novo relatório divulgado nesta terça-feira (26).

Em seu relatório intitulado “World Economic Outlook Update: Gloomy and More Uncertain” — ou “Atualização do Panorama Mundial Econômico: Sombrio e mais Incerto”, em tradução livre —, o FMI reconheceu que o mercado de criptomoedas passou por uma liquidação “dramática”, mas acrescentou que isso ainda não prejudicou o sistema financeiro tradicional.

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Nesta terça-feira, o bitcoin registra uma queda de mais de 4% e está precificado em US$ 20.934, de acordo com dados do site CoinMarketCap.

A maior criptomoeda em termos de capitalização de mercado está 70% distante de seu recorde de US$ 69 mil registrado em novembro de 2021. Praticamente todas as outras criptomoedas também registram quedas e não escaparam das vendas este ano.

After a tentative recovery in 2021, the economic outlook has turned gloomy and uncertain, with the probability of a global recession. The latest #WEO explains the reason behind the downgrade to our growth projections. https://t.co/ldMsaieJUU pic.twitter.com/PbpvScahsN

— IMF (@IMFNews) July 26, 2022

Investidores não querem ativos de risco

À medida que investidores encaram a incerteza com a guerra da Rússia à Ucrânia e problemas nas cadeias de suprimento — dentre outros fatores macroeconômicos —, estão deixando ativos “arriscados” de lado. O bitcoin e moedas digitais são consideradas como ativos de risco, junto com ações.

“Criptoativos passaram por uma liquidação dramática que resultou em enormes prejuízos em veículos de investimento cripto e provocou a falha de stablecoins algorítmicas e fundos de hedge cripto, mas repercussões ao amplo sistema financeiro foram limitadas até agora”, alega o FMI.

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O órgão estava se referindo ao colapso da blockchain Terra com seu comentário de “stablecoin algorítmica”. O Terra era popular entre traders cripto até maio, quando sua stablecoin algorítmica UST perdeu sua paridade ao dólar — e bilhões de dólares em investimentos sumiram.

Muitos investidores foram afetados e o contágio do fracasso do Terra se espalhou para outros segmentos do mercado cripto como consequência.

Desde então, cada vez mais instituições, desde o Banco da Inglaterra ao Federal Reserve — os bancos centrais britânico e americano, respectivamente — rechaçaram a ideia de stablecoins ou pelo menos alegaram que precisam ser melhor regulamentadas.

Este mês, a vice-presidente do Federal Reserve, Lael Brainard, afirmou que a queda do Terra foi “remanescente das clássicas corridas [bancárias] ao longo da História” e que novas tecnologias não necessariamente protegem investidores dos mesmos riscos.

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*Traduzido por Daniela Pereira do Nascimento com autorização do Decrypt.co.

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