barras de ouro
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Os preços do ouro atingiram um novo recorde nesta segunda-feira (4) pelo segundo dia consecutivo, com os preços à vista chegando a US$ 2.100 por onça, cerca de R$ 10.300,00. Após o recorde, os futuros de ouro caíram para US$ 2.040, segundo dados na plataforma do CME Group. 

Na sexta-feira, nas bolsas asiáticas, o preço atingiu US$ 2.075,09, superando o recorde anterior, de US$ 2.072, registrado em 2020, durante a pandemia, comentou o UOL.

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Segundo analistas, a corrida global pelo metal precioso tende a continuar nos próximos meses, o que pode manter seu preço acima dos níveis de US$ 2 mil, disseram à CNBC. Eles citaram tanto a incerteza geopolítica quanto um dólar americano provavelmente mais fraco, e também possíveis cortes nas taxas de juro.

Conforme explica a publicação, as altas no preço do ouro durante dois meses consecutivos podem estar correlacionadas à guerra entre Israel e Palestina, onde a população tenta manter seus patrimônios. Isso porque o status de valor de reserva seguro do ouro historicamente se amplia em períodos de incerteza econômica e geopolítica.

“O recuo previsto tanto no dólar americano quanto nas taxas de juros ao longo de 2024 são os principais impulsionadores positivos para o ouro”, disse o chefe de estratégia de mercados, economia global e pesquisa de mercados da UOB, Heng Koon How. Para ele, o preço do ouro pode chegar a US$ 2,2 mil até o final de 2024.

How não está sozinho. De acordo com a CNBC, o chefe de estratégia da empresa de metais preciosos MKS PAMP, Nicky Shiels, “há simplesmente menos alavancagem desta vez em relação a 2011 no ouro… elevando os preços para US$ 2.100 e colocando em vista US$ 2,2 mil [por onça]”.

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Para Bart Melek, chefe de estratégias de commodities da TD Securities, a média de US$ 2.100 pode ser mantida no segundo trimestre de 2024, com fortes compras do banco central atuando como um catalisador chave no aumento dos preços.

De acordo com uma pesquisa recente do Conselho Mundial do Ouro (World Gold Council) 24% de todos os bancos centrais pretendem aumentar as suas reservas de ouro nos próximos 12 meses, à medida que se tornam cada vez mais pessimistas em relação ao dólar americano como ativo de reserva.

“Isto significa uma procura potencialmente maior por parte do setor oficial nos próximos anos”, finalizou Melek.

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