Bandeira do Reino Unido em destaque e o prédio do Banco da Inglaterra em desfoque ao fundo
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Legisladores britânicos disseram no último fim de semana que uma possível versão digital da moeda nacional libra não deveria ficar disponível em grandes quantidades sob o risco de uma corrida bancária que possa sobrecarregar o sistema financeiro do Reino Unido.

Em relatório publicado no sábado, legisladores britânicos do Comitê Seleto do Tesouro seguem reticentes com uma moeda digital e dizem que, embora uma libra digital possa trazer benefícios em termos de impulso à inovação, o Banco da Inglaterra (BoE, como é chamado o Banco Central do país) e o Tesouro devem manter a mente aberta sobre se ela é realmente necessária, dados os custos envolvidos.

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“Deve ser claramente evidenciado que uma libra digital de varejo proporcionará benefícios à economia do Reino Unido sem aumentar os riscos ou levar a custos incontroláveis antes que qualquer decisão seja tomada para introduzi-la em nosso sistema financeiro”, disse a presidente do comitê, Harriett Baldwin.

O BoE e o Ministério das Finanças já disseram anteriormente que a libra digital deve entrar em circulação apenas após 2025, enquanto eles seguem atentos ao que pelo menos 130 países já estão fazendo para criação das formas digitais de seus dinheiros.

O documento do último sábado sugere que pessoas e empresas poderiam usar uma libra digital para fazer pagamentos, com um limite de até 20 mil libras para carteiras digitais fornecidas pelos bancos, valor que, apesar de impor um limite, está bem acima dos 3 mil euros propostos pelo Banco Central Europeu (BCE) para o euro digital.

Ainda assim, o comitê propõe que o valor inicial seja menor para evitar uma corrida bancária, em que as pessoas poderiam se desesperar para passar tudo que possuem para carteiras digitais, o que poderia elevar o custo dos empréstimos, por exemplo.

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Diferente de como ocorre com as criptomoedas, uma das críticas feitas às versões digitais de moedas fiat é que os governos ainda teriam controle e poderiam rastrear os usuários, mas o documento emitido no sábado defende proteção aos clientes.

“Recomendamos que qualquer legislação primária utilizada para introduzir uma libra digital não permita que o governo ou o Banco da Inglaterra utilizem os dados de dela para quaisquer fins além daqueles já permitidos para a aplicação da lei”, afirma o relatório.

O BoE disse que não deveriam ser pagos juros sobre depósitos digitais em libras, mas o comitê diz que esta posição deveria ser revista. O Tesouro e o BoE afirmaram numa declaração conjunta que vão responder em breve formalmente ao relatório do comitê.

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