Imagem da matéria: Opinião: Esquece, o Bitcoin só anda depois destes três fatores
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O Bitcoin segue abaixo dos US$ 40 mil mesmo após a compra de US$ 480 milhões da MicroStrategy, e do Elon Musk, CEO da Tesla, afirmar que estaria próximo de retomar os pagamentos em BTC.

Uma análise fria dos acontecimentos deixa claro que estamos num “bear market”, ou mercado de baixa. Um dos maiores desejos dos bitcoiners era o fim do domínio da China na mineração, e isso aconteceu.

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Por que então o mercado caiu?

Sempre há o FUD (medo, incerteza, e dúvida), especialmente quando esses mineradores são expulsos do país praticamente sem aviso prévio, e tendo suas contas bancárias bloqueadas. 

Surgem então histórias de que a rede fica mais vulnerável, ou que a “China baniu Bitcoin”. Não são apenas os investidores de varejo que caem no conto da mídia, que busca de forma desesperada manchetes negativas, ou que dão voz aos críticos (sem fundamento) do Bitcoin.

Afinal, existe o risco de ataque 51%?

Não. A prova viva disso é Ether Classic (ETC) e Verge (XVG), altcoins que já sofreram grandes ataques de reorganização de blocos e seguem “vivas”. Para combater tais ataques, a própria comunidade deve se organizar para aumentar o número de confirmações necessárias. Em seguida é necessário obter um consenso para ignorar certa sequência de blocos.

China baniu o Bitcoin?

Embora este seja o sonho do Partido Comunista, não há como censurar transações, mesmo que a internet seja bloqueada. Já é possível enviar e receber transações através de SMS, rádio-amador, satélite, redes mesh, entre outros.

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A China bloqueou contas bancárias de intermediadores, mineradores, e qualquer pessoa ou empresa envolvida com criptos. No entanto, neste jogo gato e rato, usualmente surgem brechas em transações internacionais, ou disfarçadas de vendas de pen drives e equipamentos.

Se você ainda não conhece o Open Dime, desenvolvido pelo brasileiro Rodolfo Novak, segue nossa sugestão. Trata-se de um dispositivo inviolável para armazenamento e transações de Bitcoin no formato físico.

Quando irá voltar o volume na China?

Talvez você não saiba, mas o volume negociado de criptos na Ásia é maior do que este visível na Coinbase, Binance, Bitfinex, e demais exchanges. Embora as exchanges sejam banidas desde 2017, existia uma grande atividade através do mercado OTC (balcão, grandes quantias) e p2p, entre pessoas.

Portanto, mesmo que o hash rate volte para 140m TH/s (23% abaixo do pico), a cotação do Bitcoin só deve sustentar acima de US$ 40 mil quando o volume na Ásia voltar.

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Infelizmente não há como prever quando novos veículos para transações envolvendo a moeda fiduciária (dos governos) vão ser retomadas. Por isso, é bem provável que o inverno dure mais alguns meses.

Sobre o autor

Marcel Pechman atuou como trader por 18 anos nos bancos UBS, Deutsche e Safra. Em 2017, se tornou trader e analista de criptomoedas. Maximalista convicto, assina também o canal no Youtube RadarBTC.

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