Imagem da matéria: Mulher sofre suborno de falso xerife e perde R$ 32 mil em Bitcoin
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Os caixas eletrônicos (ATM) de Bitcoin, embora representem apenas uma fração das transações realizadas com a criptomoeda, são populares entre os golpistas.

Uma mulher da cidade de Clive, em Iowa, EUA, foi vítima de um golpe envolvendo o uso de um caixa eletrônico de Bitcoin, de acordo com uma publicação da polícia local feita no Facebook.

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A vítima foi persuadida a enviar US$ 6,6 mil (R$ 32 mil) para os golpistas por meio de uma ATM de Bitcoin após receber uma ligação telefônica de alguém se passando por um delegado do Condado de Polk, onde fica Clive. O golpista então ameaçou a vítima, dizendo que se não fizesse o depósito, seria presa. 

O Departamento de Polícia de Clive está colaborando agora com o Escritório do Xerife do Condado de Polk para levar o golpista à justiça. Eles ressaltaram que nenhuma autoridade entra em contato com pessoas para solicitar pagamento por meio de caixas eletrônicos de Bitcoin.

A Polícia de Clive também afirmou que os fundos transferidos por meio de caixas eletrônicos de Bitcoin são “virtualmente impossíveis de rastrear, o que torna incrivelmente desafiador recuperar o dinheiro”.

ATMs de Bitcoin: popular entre golpistas

De acordo com o relatório deste ano da empresa de análise e segurança de blockchain Chainalysis, sobre crimes envolvendo cripto, 1% dos pagamentos de vítimas a golpistas acontecem em caixas eletrônicos de criptomoedas.

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Embora esse número pareça pequeno, a Chainalysis afirma que os caixas eletrônicos “geralmente não são usados para enviar fundos para muitos outros tipos de endereços ilícitos”.

Apenas 2,2% dos fundos enviados de caixas eletrônicos no ano passado foram para endereços ilícitos, totalizando US$ 67,5 milhões dos impressionantes US$ 20,6 bilhões em volume de transações ilícitas no mesmo período.

No entanto, os golpes representam a maior parte desse volume. 

Naquele ano, US$ 35,3 milhões foram para golpistas que aplicaram fraudes por meio de ATMs Bitcoin, o que significa que os golpes representam mais da metade de todas as transações ilícitas realizadas por meio desses dispositivos.

A Chainalysis atribui a popularidade dos caixas entre os golpistas devido à sua facilidade de uso.

“Um caixa eletrônico semelhante aos usados para moeda fiduciária pode oferecer o que parece ser a maneira mais fácil de iniciar uma transação com criptomoedas, já que os usuários podem simplesmente inserir dinheiro, digitar um endereço de criptomoeda e concluir a transferência”.

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No final do ano passado, o FBI também alertou o público sobre a crescente popularidade dos caixas eletrônicos de criptomoedas entre os golpistas.

De acordo com um alerta da polícia de Connecticut, existem muitos tipos de golpes envolvendo ATMs Bitcoin, desde “golpes de romance”, em que golpistas estabelecem uma relação de confiança em aplicativos de namoro antes de solicitar fundos, até golpes de “antivírus” que infectam computadores com falsos pop-ups e até fraudes diretas, como no caso de Clive.

O modus operandi comum que perpassa todos eles é que “os criminosos criam um senso falso de urgência e enganam as vítimas a sacarem dinheiro de suas contas bancárias. O golpista então direciona a vítima a depositar o dinheiro em um caixa eletrônico de moeda virtual”.

Repressão no Reino Unido

Em março, a Financial Conduct Authority (FCA), regulador de mercado do Reino Unido, ordenou o encerramento de operadores de caixas eletrônicos de criptomoedas em todo o país, sob pena de responderem a ações futuras.

A FCA acrescentou que, até o momento, nenhuma das empresas de criptomoedas registradas junto à entidade foi aprovada para oferecer caixas eletrônicos de criptomoedas, o que significa que todos os operadores desses dispositivos no Reino Unido operam ilegalmente.

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O CoinATMRadar, um rastreador de caixas eletrônicos de criptomoedas, lista atualmente dez caixas em operação no Reino Unido, sendo seis deles na área da Grande Londres.

Isso representa uma redução significativa, considerando os 81 caixas em solo britânicos que estavam operacionais na época do alerta, dos quais 50 estavam em Londres.

*Traduzido e editado com autorização do Decrypt.

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