Moeda de bitcoin ao lado de smartphone com logotipo da corretora Mt.Gox
(Foto: Shutterstock)

O administrador da Mt. Gox, corretora que sofreu um dos maiores hacks de bitcoin da história, publicou na quinta-feira (06) os procedimentos para que os credores registrem seus detalhes de pagamento para a liberação de seus BTCs, que estão bloqueados há cerca de oito anos.

Através de um formulário já disponibilizado online, os credores poderão habilitar uma função que registra o método de pagamento que eles preferem para o reembolso. De acordo com o documento divulgado, os antigos clientes da Mt.Gox têm até o dia 10 de janeiro para enviar sua solicitação.

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“O prazo para Seleção e Inscrição é 10 de janeiro de 2023 (horário do Japão); O credor que deseja receber o reembolso deve preencher a seleção e registro no Sistema dentro desse prazo. Os seguintes materiais explicativos sobre o reembolso foram enviados para o Sistema. Todos estes materiais contêm assuntos importantes relativos ao reembolso. Portanto, todos os credores [incluídos no processo] de reabilitação devem lê-los cuidadosamente antes de realizar a Seleção e Cadastro”, diz um trecho do documento.

No documento da MT.Gox, o administrador incluiu informações sobre a situação financeira da empresa e um guia para ajudar o credor a selecionar uma corretora ou custodiante de criptomoedas para receber seus fundos.

Um cliente brasileiro da Mt.Gox confirmou ao Portal do Bitcoin que recebeu um email sobre um formulário “falando que eu tenho até dia tal para preencher um formulário”. Por sua vez, a Mt. Gox disse que os credores que não concluírem o processo indicado antes do prazo perderão seus fundos.

Clique aqui para ver o documento (em inglês).

Reembolso de bitcoins

Informações sobre o início dos pagamentos de bitcoin que a Mt.Gox deve aos clientes começaram a ficar mais claras em agosto deste ano. Na ocasião, documentos do Tribunal Distrital de Tóquio sugeriam que os BTC começaram a ser liberados em setembro. Contudo, segundo um administrador de um grupo de clientes no Telegram, processos como o de KYC poderiam protelar os pagamentos por muito tempo ainda.

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Enquanto isso, os investidores ficaram de olho no balanço de bitcoin mantido em endereços controlados por Nobuaki Kobayashi, o administrador que supervisiona a reestruturação da Mt. Gox. As carteiras são rastreadas pela Glassnode e mostraram na época que o balanço era de 137.890 BTCs.

Relembre o caso Mt.Gox

Mt. Gox foi uma das primeiras exchanges do mercado e foi responsável por 70% de todas as transações de bitcoin no mundo em 2014. Até que, naquele ano, a corretora perdeu 850 mil BTC em um ataque hacker que entrou para a história do setor cripto.

Ao longo dos últimos oito anos, os investidores lutaram na justiça para que os responsáveis pela empresa encontrassem uma forma de reembolsá-los pelo dinheiro perdido no ataque. Na época do hack, em fevereiro de 2014, o bitcoin era negociado a aproximadamente US$ 700.

O caso passou a ser analisado pelos tribunais japoneses, uma vez que a corretora era baseada no país. Em novembro do ano passado, um “Plano de Reabilitação” foi aprovado pelo tribunal de Tóquio para que os reembolsos tivessem início no ano seguinte — algo que até agora não aconteceu.

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Mesmo que os reembolsos da Mt. Gox comecem a ser executados no início de 2023, especialistas do mercado afirmam que o processo completo de pagamento aos investidores será realizado por etapas e pode levar meses para ser concluído.  

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