Bitcoin e euros sendo trocados entre mãos
Foto: Shutterstock

A Core Scientific, empresa de mineração de bitcoin listada na Nasdaq, revelou nesta terça-feira (5) que vendeu 7.202 bitcoins no mês passado por US$ 167 milhões, obtendo cerca de US$ 23 mil por unidade vendida.

A venda anunciada hoje significa que a empresa dissolveu quase todo seu estoque da criptomoeda, já que até então tinha em torno de 8.497 bitcoins em caixa — 0,04% do fornecimento total do BTC.

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Segundo a empresa, o dinheiro foi usado para cobrir despesas, fazer pagamento de dívidas e também para comprar novos equipamentos numa tentativa de crescer no setor durante a fase de baixa. A fazenda de mineração da Core Scientific atualmente conta com cerca de 180 mil ASICs — equipamentos específicos para a mineração de BTC.

A venda de bitcoin pela Core Scientific é apenas o último episódio de uma série de liquidações que tem se tornado comum entre as empresas do setor neste mercado de baixa, apelidado de ‘inverno cripto’.

“Estamos trabalhando para fortalecer nosso balanço e aumentar a liquidez para enfrentar esse ambiente desafiador. Nossa indústria está passando por um tremendo estresse”, disse no comunicado o CEO da companhia, Mike Levitt.

Segundo ele, no decorrer do mês de junho, a Core Scientific, cuja sede fica em Austin, Texas (EUA), continuou a adicionar mais capacidade de operação em seus data centers nos estados da Geórgia, Kentucky, Carolina do Norte e Dakota do Norte, e enalteceu as decisões tomadas pela empresa anteriormente.

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“Nossa empresa resistiu com sucesso a crises no passado e estamos confiantes em nossa capacidade de navegar na atual turbulência do mercado”, escreveu o empresário, ressaltando que continuará vendendo os bitcoins que produz para manter a liquidez da companhia.

Durante o mês de junho, a Core Scientific produziu 1.106 bitcoins, uma média diária entre 34 e 39 BTCs.

Empresas de mineração em apuros

A atividade de mineração de criptomoedas, seja de bitcoin, ethereum ou outro token, depende exclusivamente do desempenho daquilo que produz, uma vez que a empresa usa o ativo para compor sua receita e assim pagar contas como eletricidade, funcionários, equipamentos, aluguéis e ainda tentar guardar algum lucro.

Considerando isso, as recentes quedas de preços que empurram o bitcoin para o fundo de um mercado de baixa estão deixando os mineradores em apuros, como é o caso da Core Scientific.

A situação também não é diferente para a Bitfarms, uma empresa canadense de mineração. No final de junho, a mineradora veio a público dizer que precisou vender 3.000 BTCs e ajustar a forma como administra sua reserva de bitcoin para “melhorar a liquidez e fortalecer seu balanço patrimonial”.

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A venda representou quase metade de todos os bitcoins que a empresa tinha em carteira, entrando no caixa US$ 62 milhões no momento da liquidação.

Em maio deste ano, outras grandes mineradoras de bitcoin listadas em bolsa também tiveram que se desfazer de alguns milhares de BTC, como as companhias Marathon Digital e Riot Blockchain, que acabaram vendendo mais do que produziram no mês. O motivo foi o mesmo: conseguir capital e manter suas operações vivas.

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