Imagem da matéria: Máquinas espalhadas, energia de pequenos fornecedores e VPNs: como é a mineração clandestina de bitcoin na China
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Um relatório divulgado na terça-feira (17) mostrou que a China voltou a ser responsável por cerca de 21% da mineração de bitcoins do mundo. Como todas as atividades ligadas a cripto foram banidas pelo governo, o processo é feito de forma clandestina. Uma reportagem do portal americano CNBC mostrou como os mineradores chineses estão burlando a proibição governamental decretada um ano atrás.

A CNBC acompanhou no final do ano passado o caso de um minerador de bitcoin chamado Ben (nome fictício criado pelo veículo por questões de segurança) para ilustrar como a atividade tem sido realizada.

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O minerador espalhou suas máquinas de mineração por vários locais, para que não haja um único ponto com pico de consumo de eletricidade, o que chamaria a atenção das autoridades. Ben possui mais de mil máquinas espalhadas pelo gigante asiático. “Elas estão em todos os lugares. Você não irá encontrar um padrão”, disse em entrevista à CNBC.

Outra medida de Ben é contratar energia elétrica de pequenos fornecedores locais, que não estão ligadas à rede principal do país. Além disso, ele toma medidas para dificultar a geolocalização das operações.

O entrevistado disse ter duas operações na província de Sichuan, uma com capacidade de 12 megawatts e outra de 8 megawatts. Um delas foi concebida após Ben alugar uma pequena estação de energia elétrica e assim criar um circuito fechado, no qual usa a energia gerada por uma estação operada por ele próprio.

O portal americano conversou ainda com fontes que, no final de 2021, estimavam que a China ainda mantinha um hashrate de 20%, ao contrário do zero por cento que era então indicado pelas principais fontes. A estimativa foi confirmada agora pelos pesquisadores do Cambridge Center for Alternative Finance (CCAF).

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Por ocasião do banimento promovido pelo governo, as grandes indústrias de mineração de Bitcoin da China tinham os meios para enviar suas máquinas para outro país e começar a operação em outro lugar.

O problema foram os pequenos e médios mineradores. São esses que continuaram com o trabalho clandestino. Ben disse para a CNBC que uma operação acima de um megawatt é considerada grande hoje em dia na China.

Responsável por enviar mais de US$ 400 milhões em máquinas da China para outros países, o empresário Kevin Zhang afirmou que “definitivamente existem uma grande quantidade de mineradores ligados em centenas ou até milhares de hidrelétricas em Sichuan”.

Bloco não assinado

Os mineradores também usam redes VPN – que disfarçam a origem da conexão – para esconder a sua localização. Além disso, as pools de mineração estariam omitindo o fato de que um determinado bloco foi resolvido por um computador que está na China.

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“Diversas fontes disseram para a CNBC que, quando um minerador chinês contribui com poder computacional na solução de um bloco, a pool opta por não assinar o nome dele”, afirma a reportagem.

Pool é o termo usado quando diversos mineradores juntam sua força computacional em trabalham em conjunto para solucionar o bloco que será adicionado na blockchain. Uma pool pode ter participantes de qualquer lugar do mundo, não importando a localização física de onde estão as máquinas.

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