Imagem da matéria: Manhã Cripto: Juiz proíbe ex-CEO da Binance de deixar os EUA; Investidores da FTX processam F1 e liga de beisebol 
Changpeng Zhao (CZ), CEO da Binance, em participação ao Vietnam NFT Summit (Foto: Wikimedia Commons)

As principais criptomoedas seguem em terreno negativo nesta terça-feira (28), com perdas mais acentuadas entre algumas altcoins diante da expectativa do desbloqueio de quase US$ 650 milhões em tokens ao longo desta semana. 

No mercado acionário, traders aguardam dados macroeconômicos dos EUA e avaliam a extensão do rali do índice S&P 500, que se aproxima do nível “sobrecomprado”.  

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Bitcoin tem leve queda de 0,4% em 24 horas, para US$ 37.039,42, segundo dados do Coingecko.    

Em reais, o BTC cai 1,1%, negociado a R$ 182.820,57, de acordo com o Índice do Portal do Bitcoin (IPB).   

Ethereum (ETH) mostra estabilidade, cotado a US$ 2.017,60. 

As principais altcoins são negociadas no vermelho ou operam estáveis, entre elas BNB (-0,1%), XRP (+0,1%), Solana (+0,2%), Cardano (-1,9%), TRON (-3,6%), Polygon (-0,9%), Polkadot (-0,3%), Chainlink (-0,8%), Avalanche (-2,1%) e Shiba Inu (-2,6%).  

Dogecoin recua 2%, mas endereços da memecoin superaram a marca de 5 milhões pela primeira vez. Toncoin vai na contramão e avança 3%. 

O Tornado Cash chegou a dar um mergulho de 56% na segunda-feira (27) após a Binance anunciar que vai deslistar o token

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Ex-CEO da Binance segue nos EUA 

O ex-diretor-presidente da Binance, Changpeng “CZ” Zhao, deve permanecer nos Estados Unidos por enquanto, disse um juiz federal na segunda-feira (27). Na semana passada, o executivo se declarou culpado de violar as leis de combate à lavagem de dinheiro dos EUA. 

CZ será obrigado a permanecer em território americano até que o tribunal de Seattle avalie se terá que esperar sua audiência de sentença em 23 de fevereiro ou será autorizado a retornar aos Emirados Árabes Unidos, onde é cidadão, informou a Reuters

O fundador da maior exchange cripto do mundo pode ser condenado a 18 meses de prisão, segundo especialistas, já que concordou em não recorrer de qualquer sentença acima desse prazo.  

Enquanto isso, a SEC, a CVM dos EUA, ainda busca provas de possíveis fraudes cometidas pela Binance.US, afiliada da exchange no mercado americano. 

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Binance e CZ se declararam culpados de violações relacionadas à lavagem de dinheiro e sanções, mas o processo do Departamento de Justiça dos EUA não incluiu alegações de que a empresa usou indevidamente recursos de clientes americanos, segundo o Wall Street Journal. 

Em audiência na segunda-feira, os advogados da Binance.US pediram ao juiz Zia Faruqui para que encerre a investigação da SEC por possível fraude. O juiz disse que os dois lados devem resolver suas disputas até 15 de dezembro antes de tomar uma decisão. 

Bitcoin hoje 

O Bitcoin começou a semana sem força após uma semana agitada pelo acordo fechado entre a Binance e autoridades americanas para encerrar uma longa investigação criminal.

No entanto, a narrativa do potencial de fundos com exposição direta à maior criptomoeda ainda anima investidores, que aplicaram em produtos de ativos digitais pela nona semana consecutiva, o período mais longo de entradas desde o fim de 2021, mostram dados da CoinShares

Na semana passada, esses produtos receberam US$ 346 milhões, com fluxos liderados por investidores do Canadá e da Alemanha. 

A demanda no Brasil por fundos de índice (ETFs) de Bitcoin à vista pode ser um termômetro do que está por vir, destaca o CoinDesk. Esses ETFs somavam US$ 96,8 milhões em ativos sob gestão até 21 de novembro, liderados pelo Nasdaq Bitcoin Reference Price FDI (BITH11) da Hashdex, com US$ 57,8 milhões. 

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Em entrevista ao CoinDesk, Marcelo Sampaio, CEO e fundador da Hashdex, disse que o sucesso dos ETFs de Bitcoin no Brasil é resultado da regulação favorável aos criptoativos no país e crescente interesse de grandes instituições por esses produtos. 

A Hashdex, assim como gigantes de Wall Street, espera uma resposta de reguladores para lançar um ETF de Bitcoin à vista nos EUA. 

Investidores da FTX processam F1 e MBL 

Investidores da FTX, que buscam recuperar fundos após o colapso da exchange de criptomoedas em novembro de 2022, decidiram processar a Major League Baseball, a Fórmula 1 e a equipe de corrida da Mercedes-Benz, informou a Bloomberg

Advogados abriram uma ação contra a MLB – a primeira grande liga esportiva a assinar um acordo promocional com a FTX em 2021 – e as outras entidades em um tribunal federal de Miami na segunda-feira (27), sob o argumento de que teriam ajudado e incentivado a FTX em sua “fraude global multibilionária”. 

Esses investidores da FTX, que afirmam ter perdido pelo menos US$ 11 bilhões com a quebra da corretora, alegam que a MLB, a Fórmula 1 e a equipe de corrida de F1 da Mercedes ajudaram a promover a venda de valores mobiliários não regulamentados por meio de acordos com a exchange, conforme a Bloomberg.

Outros destaques das criptomoedas 

A TRM Labs, uma empresa de análise blockchain, fechou uma parceria com a exchange cripto australiana Swyftx que visa combater fraudes no país, de acordo com comunicado divulgado na segunda-feira (27). Sob o programa, usuários australianos que ativarem a autenticação de dois fatores em suas contas de criptomoedas receberão 10 dólares australianos (US$ 6,60) em Bitcoin. O acordo quer testar o impacto nos níveis de fraude ao recompensar clientes por protegerem suas contas. 

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O Magic Eden, um marketplace de tokens não fungíveis (NFTs), lançou uma extensão de navegador para carteira cripto em beta fechado para apoiar sua visão de futuro que inclui múltiplas blockchains, segundo o Decrypt. A wallet será compatível com Bitcoin, Ethereum, Solana e Polygon e tem como objetivo fornecer uma solução para diversas redes fácil de usar. A carteira será lançada primeiro para o Google Chrome, mas uma versão Safari e um aplicativo móvel também estão em desenvolvimento. 

Inspirado por Marc Andreessen, que opinou sobre a inteligência artificial em seu “Techno-Optimist Manifesto” em outubro, Vitalik Buterin, cofundador do Ethereum, concordou com a visão positiva do empreendedor, mas reconheceu o risco existencial da IA.  

Em artigo publicado na segunda (27), Buterin afirmou que o desenvolvimento da tecnologia não pode estar focado na maximização do lucro. “Uma IA superinteligente, se decidir se voltar contra nós, pode muito bem não deixar sobreviventes e acabar com a humanidade para sempre”, disse Buterin. “Mesmo Marte pode não ser seguro.” 

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