Imagem da matéria: Manhã Cripto: Bitcoin flerta com recorde mas recua para US$ 66 mil; BRICS mira blockchain para pagamentos
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Bitcoin e Ethereum pisam no freio em sessão volátil nesta terça-feira (5), enquanto algumas altcoins devolvem os ganhos recentes. As liquidações em contratos futuros de criptomoedas resultaram em perdas de US$ 550 milhões nas últimas 24 horas.

Investidores de ações reagem à ambiciosa meta de crescimento econômico da China para este ano, fixada em 5%, mas que não veio acompanhada de grandes estímulos fiscais.

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Após romper a marca de US$ 68,8 mil nesta madrugada, muito próximo do recorde de US$ 69 mil, o Bitcoin sobe 2,5% em 24 horas, para US$ 66.876, segundo dados do Coingecko.   

Em reais, a maior criptomoeda valoriza 2,5%, negociada a R$ 331.702,68, de acordo com o Índice do Preço do Bitcoin (IPB).  Na segunda-feira (4), o BTC bateu sua máxima contra o euro e a libra.

A capitalização do Bitcoin se aproximou do valor de mercado da prata, de quase US$ 1,4 trilhão. Outro token que bate recorde é a stablecoin Tether (USDT), cuja capitalização chegou a ultrapassar US$ 100 bilhões na segunda-feira (4).

Ethereum (ETH), que deu um salto acima de US$ 3.700 na madrugada, agora é cotado a US$ 3.714.

A demanda pela segunda maior criptomoeda é impulsionada pela expectativa da atualização Dencun e do lançamento de um fundo de índice (ETF) de ETH à vista nos EUA, embora a reguladora SEC tenha adiado mais uma vez sua decisão sobre o pedido da gigante BlackRock para colocar esse produto no mercado.

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Com o recente rali, o valor total dos 31,5 milhões de tokens bloqueados na blockchain Ethereum equivale a US$ 115 bilhões.

A volatilidade também marca as negociações com a Shiba Inu, que despencou 50% na Coinbase nesta manhã, mas agora dispara 45% em meio ao apetite de traders de varejo por memecoins.

Outras altcoins mostram desempenho misto, entre elas BNB (-1,1%), XRP (+0,3%), Solana (-2,5%), Cardano (-3,8%), Dogecoin (+8,4%), TRON (-1,2%), Chainlink (-1,1%), Avalanche (-0,9%), Polkadot (+5,3%) e Polygon (+1%).

Novo sistema de pagamentos do BRICS

O grupo BRICS, formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, estuda a  criação de um sistema de pagamentos baseado em blockchain e tecnologias digitais, segundo informações da agência de notícias russa TASS compartilhadas pelo CoinDesk.

“Acreditamos que a criação de um sistema de pagamentos do BRICS independente é uma meta importante para o futuro, que seria baseado em ferramentas de última geração, como tecnologias digitais e blockchain. O principal é garantir que seja conveniente para os governos, pessoas comuns e empresas, além de ser rentável e livre de interferência política”, disse o assessor do Kremlin, Yury Ushakov, em entrevista à TASS.

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Líderes do BRICS, como o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, defendem reduzir a dependência do dólar e reforçar o papel do bloco no sistema monetário internacional.

“Os trabalhos continuarão a desenvolver o Arranjo Contingente de Reservas, principalmente no que diz respeito ao uso de moedas diferentes do dólar americano”, disse Ushakov.

Regulação de criptoativos no Brasil

O chefe do Departamento de Regulação Prudencial e Cambial do Banco Central, Ricardo Moura, disse que a autoridade monetária possui três prioridades em 2024.

Em coletiva de imprensa na segunda-feira (4), Moura afirmou que, além de simplificar o processo de investimentos de não residentes e aumentar a eficiência das operações interbancárias de câmbio, o BC quer regulamentar o uso de ativos virtuais em operações cambiais e para capitais internacionais.

“Vamos regular de que maneira isso pode ser usado para fazer transferência de recursos”, disse Moura, segundo O Estado de S. Paulo.

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No campo das stablecoins, a instituição ainda analisa regras para o mercado. “Estamos em etapa preliminar para entrar na parte mais do detalhamento das operações de câmbio. Não posso adiantar o uso ou não uso de stablecoins”, disse o chefe-adjunto de regulação do sistema financeiro, Renato Uema.

Outros destaques das criptomoedas

A Terraform Labs, empresa por trás do token LUNA, contestou a objeção da Comissão de Valores Mobiliários dos EUA ao pagamento de honorários para o escritório de advocacia Dentons, relativo à consultora especial em seu processo de recuperação judicial, informou o The Block. Na semana passada, a SEC questionou o pagamento de US$ 166 milhões da empresa de Do Kwon a advogados.

A reguladora alegou que uma parte deste valor “suspeito” foi transferida para “um fundo secreto opaco” e que a transferência foi feita deliberadamente para evitar o pagamento de uma possível sentença resultante de seu processo.

O regulador de Hong Kong para os mercados de valores mobiliários e futuros alertou investidores sobre uma possível fraude da exchange de criptomoedas BitForex. Em 23 de fevereiro, a BitForex saiu do ar depois que US$ 57 milhões foram supostamente retirados das chamadas “hot wallets” da corretora. No ano passado, reguladores japoneses também chamaram a atenção da BitForex por operar no país sem o devido registro.

A Fantom Foundation, uma plataforma blockchain para finanças descentralizadas, anunciou na segunda-feira (4) em um blog que planeja entrar com uma petição para liquidar a Multichain Foundation com o objetivo de recuperar ativos perdidos em um hack. A Fantom disse no blog que o valor perdido por seu ecossistema correspondeu a cerca de um terço do total de US$ 210 milhões hackeados no sistema cross-chain do protocolo Multichain em julho passado.

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