Imagem da matéria: Manhã Cripto: Bitcoin (BTC) decola quase 6% em meio a receios de nova crise bancária nos EUA 
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As criptomoedas retomam o rali nesta quarta-feira (26), embaladas por balanços positivos de gigantes de tecnologia e mesmo frente a novos temores sobre a crise bancária nos EUA. 

O Bitcoin (BTC) avança 5,5% nas últimas 24 horas, para US$ 28.837,55, segundo dados do Coingecko.  

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O Ethereum (ETH) opera em alta de 4,3%, negociado a US$ 1.895,99.  

As altcoins também acompanham a valorização nesta quarta, com destaque para BNB (+2,5%), XRP (+3,6%), Cardano (+6,8%), Dogecoin (+3,7%), Polygon (+5,3%), Solana (+6,9%), Polkadot (+3,9%), Shiba Inu (+3%) e Avalanche (+4,3%). 

Bitcoin hoje 

O Bitcoin ganhou força com a volta da narrativa de porto seguro em meio à turbulência bancária, segundo alguns analistas. 

As bolsas europeias abriram em baixa com o impacto do balanço do First Republic, um banco regional dos EUA atingido pela corrida de saques de clientes. 

As ações do banco despencaram mais de 49% na terça-feira (25) depois que a instituição informou que seus depósitos caíram 40%, para US$ 104,5 bilhões no primeiro trimestre, um sinal de que a crise bancária ainda não foi resolvida. 

Ao mesmo tempo, as ações da Alphabet, dona do Google, e da Microsoft subiram no after-market depois que seus resultados superaram a expectativa de analistas. 

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Hoje é a vez da Meta, dona do Facebook e Instagram, divulgar balanço e projeção é de queda no lucro devido ao novo foco da gigante em inteligência artificial. 

Whitepaper do Bitcoin 

Uma cópia digital do whitepaper original do Bitcoin que estava escondida em computadores Macintosh por mais de cinco anos não será incluída na próxima atualização do sistema operacional da Apple, de acordo com o portal AppleInsider

Um blogueiro de tecnologia chamado Andy Baio havia revelado no início do mês que um arquivo PDF contendo o projeto inicial do Bitcoin poderia ser encontrado em qualquer computador MacBook da Apple atualizado com o sistema operacional macOS Catalina 10.15.7 ou posterior – ou seja, pelo menos desde 2018. 

Credores da Genesis 

Um grupo de credores da plataforma de crédito cripto Genesis rejeitou o acordo de reestruturação fechado em fevereiro, o que complica seu processo de recuperação judicial, disse a controladora Digital Currency Group (DCG), que também é dona do CoinDesk e da Grayscale Investments. 

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“Mais de dois meses depois que todas as partes concordaram com um acordo abrangente que foi submetido pela Genesis Capital ao tribunal de falências, um grupo de credores da Genesis Capital ‘renegou’ e levantou novas demandas”, disse o DCG em comunicado no Twitter. “Não sabemos se as centenas de milhares de credores individuais estão cientes desse ocorrido, mas a última manobra vai prolongar o processo judicial.” 

A Genesis entrou com pedido de proteção contra credores em janeiro, após sofrer o impacto dos colapsos hedge fund cripto Three Arrows Capital e da exchange FTX. A empresa interrompeu os saques em novembro, dias após a quebra da FTX. 

E por falar na corretora fundada por Sam Bankman-Fried, a nova administração da empresa conseguiu vender sua plataforma de negociação de derivativos, a LedgerX, para a M7 Holdings. O contrato está avaliado em US$ 50 milhões, segundo o The Block

Sediada em Akron, Ohio, a M7 Holdings é uma afiliada da Miami International Holdings, uma operadora global de bolsas financeiras e serviços de execução.  

E um dos videogames online preferidos de Bankman-Fried está prestes a sumir do mapa.  

O jogo de batalha de cartas digitais Storybook Brawl vai fechar seus servidores em 1º de maio, segundo comunicado publicado em seu servidor Discord pelo cofundador Matthew Nass na terça-feira (25).  

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A Good Luck Games, desenvolvedora do Storybook Brawl, havia sido comprada pela controladora da FTX nos EUA em março do ano passado. 

“Exploramos diferentes opções e, infelizmente, não há caminho a seguir”, disse Nass no comunicado. Um porta-voz do Storybook Brawl não respondeu a um pedido de comentário da Bloomberg. 

Binance.US desiste de Voyager 

Clientes da plataforma de crédito cripto Voyager ficaram a ver navios depois de a Binance.US., braço nos EUA da Binance, anunciar a desistência do negócio, citando o “clima hostil” no país. 

Além do crescente escrutínio de reguladores e investigações envolvendo a Binance global e seu CEO, Changpeng “CZ” Zhao, a empresa pode enfrentar mais complicações devido à sua presença na China, segundo reportagem da Bloomberg

Atualmente, a Binance.US tem cerca de 100 trabalhadores contratados em Xangai, a maioria em funções de engenharia e produtos, de acordo com duas pessoas familiarizadas com o assunto, que pediram para não serem identificadas. Há pelo menos um ano existe um plano para realocar alguns dos trabalhadores para a América do Norte, embora o avanço tenha sido lento, disseram. 

“A Binance.US tem uma força de trabalho global de mais de 500 funcionários e contratados que atendem nossos clientes nos EUA”, disse um porta-voz da Binance.US em comunicado à Bloomberg. “A equipe de liderança experiente e independente da Binance.US controla a direção da empresa, seus ativos e a supervisão das contas e dados dos clientes, todos armazenados na plataforma Amazon Web Services com sede em Richmond, Virgínia.” 

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Outros destaques das criptomoedas  

A Merlin, uma exchange cripto descentralizada que utiliza a tecnologia zkSync, pode ter sido hackeada em mais US$ 1,82 milhão imediatamente após receber uma auditoria de código do auditor de contratos inteligentes Certik, informou o The Block

A Certik disse em tuíte que está investigando o incidente e que suas descobertas iniciais sugerem um possível problema com o gerenciamento de chaves privadas — não necessariamente uma exploração de código.  

O Itaú Unibanco apresentou um protótipo de conta bancária que pagaria remuneração sobre criptoativos depositados pelos clientes, em uma proposta para unir as finanças tradicionais e o universo cripto. O projeto foi revelado durante evento promovido na terça-feira (25) pelo Banco Central e pela Federação dos Servidores do BC (Fenasbac).  

O chamado Lift Day destacou casos de uso do real digital desenvolvidos por bancos, empresas de pagamento e startups, entre elas MB, Visa e Aave. Para Fulvio Xavier, diretor de Projetos Especiais do MB, o grande desafio para o setor de web3 no Brasil não é tecnológico, mas sim entender como os papéis desempenhados no sistema centralizado atual serão redistribuídos em uma realidade descentralizada. 

O Palmeiras lança nesta quarta-feira (26) o fan token $VERDAO em parceria com a Socios.com, de acordo com o InfoMoney. A oferta inicial de 100 mil unidades estará disponível a partir das 10h. João Novochadlo, diretor de marketing da Socios.com no Brasil, disse que nas primeiras 24 horas haverá um limite por usuário para compra de até 100 ativos. 

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