Imagem da matéria: Manhã Cripto: Bitcoin (BTC) atinge US$ 30 mil, maior valor desde junho de 2022
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Investidores de criptomoedas e ações aceleram as compras nesta terça-feira (11), animados com a perspectiva de alívio do aperto monetário diante dos sinais de desaceleração da economia americana. 

O Bitcoin (BTC) é negociado no maior nível desde junho de 2022, a US$ 30.105,76, com alta de 6,4%, segundo dados do Coingecko.  

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Em reais, o BTC sobe 6%, para R$ 152.469,33, de acordo com o Índice do Portal do Bitcoin (IPB).   

O Ethereum (ETH) tem valorização de 3,4%, cotado a US$ 1.922,13.  

Solana (SOL) é destaque entre as altcoins e dispara 10%. O lançamento do smartphone Saga e os fundamentos estáveis da rede podem ter contribuído para a alta recente, conforme o Decrypt

A terça-feira também é de ganhos para BNB (6,2%), XRP (+3,8%), Cardano (+5,5%), Polygon (+3,4%), Polkadot (+4,4%), Shiba Inu (+2,1%) e Avalanche (+4,6%). 

Dogecoin (DOGE) avança 3,4% nas últimas 24 horas. Depois do rali puxado pela troca de logo do Twitter, que teve vida curta, a criptomoeda-meme voltou a receber impulso com um post da filial britânica da rede de fast-food Burger King. 

Kabosu, a cadela da raça Shiba Inu apresentada no meme “Doge” original, inspirou na última década uma criptomoeda com valor de mercado de US$ 11,6 bilhões, uma filosofia de vida e uma sagrada peregrinação ao Japão, segundo o Decrypt. Agora, cineastas e participantes da comunidade querem comemorar o aniversário de 17 anos da cachorra com um documentário.  

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Bitcoin hoje 

O desempenho do Bitcoin este ano supera de longe outras classes de ativos. 

A maior criptomoeda mostra alta de 82% desde 31 de dezembro, comparada com o ganho de 19% do índice de tecnologia Nasdaq 100, segundo dados da Bloomberg. O ouro, outro ativo favorito dos investidores este ano, subiu 9,6%.  

O BTC conseguiu ultrapassar o nível onde estava quando o hedge fundo cripto Three Arrows Capital colapsou em meados do ano passado, mas permanece mais de 50% abaixo de sua máxima histórica em novembro de 2021, aponta a Bloomberg. 

O Bitcoin se beneficia de apostas em uma pausa dos aumentos de juros nos EUA e em outros países, o que aumentaria o nível de liquidez nos mercados para investimentos em ativos de risco, como criptomoedas e ações. 

“Está claro que o mercado está precificando uma desaceleração do crescimento e, por sua vez, um afrouxamento da política monetária do Federal Reserve (o BC dos EUA) ao longo de 2023”, disse ao CoinDesk Richard Mico, CEO e diretor jurídico do Banxa, um provedor de infraestrutura de pagamentos e compliance para cripto. “Para evidências disso, basta olhar para o mercado de títulos.” 

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A crise que levou à falência de bancos parceiros do setor cripto nos EUA e à compra do Credit Suisse pelo rival UBS também fortaleceu o Bitcoin. 

Mico, do Banxa, destaca que “o BTC também é visto como uma reserva de valor confiável que não apresenta os problemas decorrentes do armazenamento de seu dinheiro por meio de um intermediário terceirizado ou de um banco”.  

Bitcoin na China 

A popularidade da maior moeda digital do mundo já chega à China. 

A versão chinesa do TikTok agora mostra o preço do BTC nos resultados de pesquisa. O aplicativo Douyin é a plataforma de compartilhamento de vídeos curtos mais baixada na China, com 700 milhões de usuários ativos diariamente. 

De acordo com o CoinDesk, como as redes sociais chinesas são estritamente controladas, é possível que este seja outro sinal de que o governo de Pequim possa flexibilizar sua abordagem para os ativos digitais.  

Em outra evidência de um ambiente mais favorável às criptomoedas na China, o secretário financeiro de Hong Kong, Paul Chan, disse no domingo (9) em um blog que, embora os mercados cripto tenham mostrado muita volatilidade, este é o “momento certo” para impulsionar a adoção da wb3 na região administrativa chinesa. 

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Atualização do Ethereum 

O Ethereum também embarca em um rali na manhã desta terça, e traders se perguntam se a segunda maior criptomoeda estaria apenas espelhando o Bitcoin ou se a iminente atualização Shanghai-Capella, programada para amanhã (12), estaria por trás dos ganhos. 

Com a atualização, investidores poderão sacar seus ETHs depositados na blockchain nos últimos três anos para validar transações em troca de rendimentos. 

Cerca de 15% de todos ETHs estão travados na rede, com um total de US$ 33,73 bilhões em valor de mercado, de acordo com dados da Dune Analytics divulgados pela Reuters

Até 1,1 milhão de ETH estarão disponíveis para saques na semana seguinte à atualização da blockchain, disse à Reuters Sreejith Das, CEO da Attestant, uma empresa que facilita o “staking”, de Ethereum.  

Analistas e investidores tentam avaliar o impacto das retiradas nos preços, mas alguns acreditam que o efeito será limitado. 

Somente cerca de 29% de todo ETH depositado por volume está atualmente no lucro em dólares. Com isso, a maior parte seria vendida no prejuízo, de acordo com Bundeep Rangar, CEO da empresa de investimentos em blockchain Fineqia International. 

Empréstimo para Gemini 

A valorização recente das moedas digitais foi ansiosamente esperada por investidores, marcados por um rigoroso inverno cripto, quebra de empresas e pressão regulatória. 

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A corretora cripto Gemini, controlada pelos “Gêmeos do Facebook” Tyler e Cameron Winklevoss, está entre as afetadas. 

A tal ponto que os irmãos emprestaram US$ 100 milhões do próprio bolso para a exchange recentemente, disseram duas pessoas com conhecimento do assunto à Bloomberg. 

A Gemini havia tentado buscar financiamento com investidores externos nos últimos meses, mas não chegou a nenhum acordo, de acordo com três pessoas. A Gemini e os gêmeos Winklevoss não responderam a pedidos de comentário. 

Investimentos de venture capital para startups cripto despencaram após a quebra da exchange cripto FTX e o desaquecimento nos setores de ativos digitais e tecnologia, com queda de 80%, para US$ 2,4 bilhões, no primeiro trimestre em comparação com o mesmo período do ano passado, de acordo com dados da empresa de pesquisa PitchBook. 

E por falar em FTX, o novo CEO da corretora, John Ray III, revelou que a empresa mantinha seus criptoativos nas chamadas carteiras quentes, que estão conectadas à internet e, portanto, vulneráveis a ataques.

Ray criticou o uso da Amazon Web Services para armazenar chaves privadas, pois não considera o sistema seguro o suficiente para uma empresa multibilionária. Ele também observou que a FTX mentiu sobre o uso de uma combinação de carteiras quentes e frias. 

Indenização para Coinbase 

Um trader de ativos digitais acusado de usar dicas ilícitas de seu irmão, que trabalhava na Coinbase Global, foi condenado a pagar US$ 469,5 mil em restituição como parte de um acordo aprovado por um tribunal federal de Manhattan, informou o Wall Street Journal. 

Nikhil Wahi deve pagar esse valor à Coinbase, maior exchange cripto dos EUA, que foi “vítima dos delitos”, escreveu a juíza distrital dos EUA Loretta Preska em uma ordem divulgada na segunda-feira (10).  

O valor concedido à Coinbase representa o dinheiro gasto pela empresa em honorários de advogados e outros custos para atender à investigação do Departamento de Justiça, de acordo com os autos do tribunal. 

Wahi foi anteriormente condenado a 10 meses de prisão e a devolver US$ 892,5 mil em ganhos ilegais em negociações.  

O irmão de Wahi, Ishan, também se declarou culpado de acusações criminais. Ishan Wahi, um ex-gerente da Coinbase, admitiu ter fornecido informações privilegiadas ao irmão e a um amigo de faculdade sobre ativos digitais que a Coinbase planejava listar. Os traders então compraram essas criptomoedas antes que a Coinbase fizesse os anúncios. 

Renda fixa digital 

No Brasil, a CVM iniciou um diálogo com as principais tokenizadoras sobre a renda fixa digital, alvo de uma circular na semana passada que considerou a oferta como valor mobiliário, de acordo com o Valor Econômico

Fabricio Tota, diretor de novos negócios do MB, disse ao jornal que as tokenizações continuam normalmente, enquanto o setor discute o assunto com a autarquia.  

“É uma orientação da CVM para o mercado como um todo. Obviamente, o assunto é complexo porque estamos refazendo [na tokenização] o que o mercado financeiro e de capitais faz há cem anos. Subir o nível dessa conversa e fazer ajustes será necessário. É bom, porque joga mais luz para o setor.” 

Outros destaques das criptomoedas  

A gestora KPTL, que atua em venture capital e tecnologia, decidiu sair do segmento de criptoativos devido à dificuldade de operar no setor após a quebra dos bancos Signature e Silvergate Capital nos EUA, informou o Valor. A KPTL é a segunda gestora de recursos brasileira, após a Giant Steps, que deixa a indústria de ativos digitais alegando insegurança jurídica e dificuldades operacionais. 

Entre os fundos que serão fechados estão o Arbitrage Crypto Fund, que gerou retorno 73% em 34 meses. “Tendo em vista a utilização de bancos nos Estados Unidos para suporte às operações, decidiu-se encerrar as atividades”, afirmou a gestora em nota. 

A comunidade por trás do Euler Finance, o protocolo de empréstimos descentralizados (DeFi) que sofreu um rombo de US$ 200 milhões em março após um ataque de hackers, deverá votar em breve sobre como distribuir os fundos recuperados aos usuários.  

Enquanto isso, a  exchange descentralizada SushiSwap recuperou US$ 186 mil em ETH que um hacker drenou da carteira de um de seus usuários após um “hack” de US$ 3,3 milhões neste fim de semana, de acordo com um tuíte no domingo (10) da empresa de segurança em blockchain Blocksec. 

A Proof, a startup de web3 por trás da coleção de tokens não fungíveis (NFTs) Moonbirds, está lançando sua próxima série de arte digital, conforme o Decrypt. A nova coleção — “Moonbirds: Diamond Exhibition” — contará com 10 mil obras de arte digitais criadas por 22 artistas, incluindo Beeple, Daniel Isles (também conhecido como Dirty Robot), Terrell Jones, Summer Wagner e Michael Sidofsky.  

No entanto, essas obras só estarão disponíveis para os detentores de Moonbirds que alcançaram o status “Diamond Nest”, com o depósito de seus NFTs na empresa por um determinado período. 

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