Revistas na National Geographic
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A tradicional revista National Geographic  lançou os seus primeiros NFTs (Tokens Não Fungíveis) na rede Polygon nesta semana e postou um manual explicando a tecnologia nas mídias sociais—provocando raiva total de centenas de fãs da publicação de 135 anos, centrada no universo da natureza. 

O Instagram, Twitter e contas do Facebook da NatGeo postaram uma imagem de um NFT da coleção Bored Ape Yacht Club (BAYC), com uma legenda detalhando a ascensão dos NFTs – tokens únicos de uma blockchain que significam propriedade sobre um determinado ativo. 

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As publicações nas redes sociais foram concebidas para preparar o grande público da revista para o seu próprio drop de NFTs na rede Polygon, que foi feito na terça-feira (17) e apresenta os trabalhos de 16 fotógrafos diferentes, incluindo Justin Aversano, Reuben Wu, Cath Simard e John Knopf. 

A revolta

A resposta da NatGeo apenas mencionar NFTs em suas contas nas redes sociais foi recebida com um número esmagador de comentários negativos, chamando os NFTs de uma “bolha que “já estourou”, “besteira”, “uma espécie extinta” e até “outra maneira de lavar dinheiro.” 

Muitos pediram à NatGeo que “apague isso.”

Outros afirmaram que os NFTs eram um “golpe” financeiro, efetivamente negando qualquer benefício da tecnologia—mesmo com o fato de que são pessoas, não a tecnologia em si, que criam golpes de phishing e “rug pulls” usando NFTs.

Até o gestor da conta do aclamado fotógrafo Ansel Adams entrou na conversa, respondendo à postagem da NatGeo no Instagram sobre NFTs com um simples “Não.”

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Imagem da coleção Bored Ape nas redes sociais da NatGeo

Este tipo de reação contra os NFTs  está longe de ser algo novo. A Netflix presenciou a mesma coisa no ano passado, quando criou NFTs gratuitos como parte de suas promoções para a última temporada da série “Stranger Things.” E a indústria de games tem visto uma revolta contínua e consistente de produtoras de games e dos próprios jogadores que desprezam a tecnologia.

A NatGeo tem um número enorme de seguidores, com 256 milhões de pessoas no Instagram, 49 milhões no Facebook e quase 29 milhões no Twitter. Apesar de todo o ódio, porém, o post no Instagram sobre NFTs ainda recebeu mais de 100 mil curtidas. 

Mesmo com a onda de raiva, é notável que a NatGeo tenha optado por lançar NFTs em um momento em que o volume de negociação deles é apenas um pedaço do que era antes. De acordo com um painel da Dune Analytics, a Polygon viu apenas US$ 15,39 milhões em volume total de NFTs negociados no OpenSea no mês passado, uma queda dramática de 80,5% em relação ao seu recorde histórico de cerca de US$ 79,45 milhões um ano atrás.

Os criadores de NFTs entram na batalha

Embora a maioria dos 3 mil comentários do Instagram e quase 200 comentários no Facebook tenham sido negativos, alguns artistas de NFT entraram na conversa para sugerir que a maioria dos revoltosos simplesmente não era suficientemente educada sobre NFTs.

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“Bem-vindo à seção de comentários, aqui você testemunhará um mar de pessoas odiando o que não entendem em seu habitat natural”, escreveu o artista Ryan Hawthorne, que lançou NFTs com a prestigiada casa de leilões Sotheby’s.

“É uma pena que a maioria das pessoas que comentam negativamente não tenha tido tempo para aprender sobre as aplicações e problemas úteis que a tecnologia está resolvendo/tem o potencial de resolver”, disse Betty, cofundadora do projeto Ethereum NFT, Deadfellaz.

Mas nem todos os criadores e artistas NFT que responderam vieram em defesa da NatGeo. O Artista NFT Chuck Anderson, que atende pelo nome nopattern, criticou a revista por usar uma imagem de um BAYC NFT.

“De todos os incríveis projetos, artistas e conceitos no ecossistema NFT, BAYC é de longe o exemplo mais tosco e mais insípido”, escreveu Anderson. “Uma pena que estão ensinando as pessoas sobre NFTs com exemplos como este.”  

Atualização

Após a produção desta reportagem, a National Geographic excluiu suas postagens de mídia social com o NFT dos Bored Apes de seus canais do Instagram, Twitter e Facebook. Pelo jeito, os haters venceram.

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*Traduzido por Gustavo Martins com autorização do Decrypt.

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