Imagem da matéria: Justiça de Nova York libera polêmica construção de mineradora de Bitcoin em lago
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A Suprema Corte de Nova York decidiu a favor de uma empresa que faz mineração de bitcoin e que possui planos de construir um novo data center próximo ao lago Seneca, interior do estado. Segundo os juízes, o projeto não irá poluir “nem o ar e nem a água” da região.

Chamada Greenidge, a empresa – então dom outro nome – teve suas primeiras atividades como uma usina de carvão no estado de Nova York em 1937. A usina foi adquirida pela Atlas Holding em 2014 e passou, segundo conta em seu site, a ser uma operação de “queima limpa de gás natural”.

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Em 2020 a companhia começou a minerar bitcoin e alega que sua produção nesse setor é 100% neutra quanto à emissão de carbono. A empresa afirma que compra créditos de emissão de carbono para conseguir manter o padrão ambiental).

O caso foi parar na Justiça após as entidades Sierra Club e Seneca Lake Guardian terem ido aos tribunais para tentar impedir a operação, alegando que a construção do data center iria causar danos ao meio-ambiente.

Conforme comunicado divulgado pela empresa, o juiz Daniel J. Doyle disse na decisão que o projeto do data center “não irá impactar o ar ou água do lago Seneca” e que a “Greenidge agiu de boa fé após receber todas as licenças necessárias para começar a construção”.

Greenidge, bitcoin e o meio ambiente

Uma das controvérsias no entorno do Lago Seneca é sobre o Keuka Outlet.

Trata-se de um escoamento que vai até o Lago Seneca e atua como uma fonte de água potável para milhares de pessoas. A operação da empresa era acusada de gerar drásticos aumentos na temperatura da água.

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“Estamos passando por um problema crescente em nosso lago, que é a fonte de água potável para mais de cem mil pessoas”, disse Yvonne Taylor, vice-presidente da organização não governamental (ou ONG) Seneca Lake Guardian, ao portal Decrypt.

Necessidade de licença para minerar

Em 2016, a Greenidge garantiu sua licença “Title V” para minerar bitcoin – sem uma renovação, a empresa não poderá minerar bitcoin em sua unidade em Dresden.

Em março de 2021, a empresa enviou ao DEC um pacote de documentos a favor de sua aplicação para renovar sua licença existente.

No pacote, havia uma carta, verificada pelo portal Decrypt, que especificava as emissões máximas que a unidade da empresa em Dresden poderia produzir legalmente – 641 toneladas de equivalentes de dióxido de carbono por ano.

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Totaliza aproximadamente 321 milhões de quilos de carvão queimado, eletricidade média consumida por 116 mil casas ou mais de 2,4 bilhões de quilômetros dirigidos por um veículo comum de passageiros.

As atividades da Greenidge geraram receio de que a unidade em Dresden ameaça os objetivos climáticos de Nova York, obrigando o estado a gerar 70% de sua eletricidade de fontes de energia limpa até 2030; e 100%, até 2040.

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