Imagem da matéria: Jogador profissional de e-sports divulgava criptomoeda para salvar crianças que era fraude
Foto: Shutterstock

A FaZe Clan, um das equipes de e-sports mais populares da atualidade, expulsou na semana passada um de seus jogadores profissionais e suspendeu outros três por se envolverem com uma criptomoeda fraudulenta.

Esses influenciadores que acumulam milhões de seguidores nas redes sociais, promoveram nas últimas semanas o Save the Kids (KIDS), um token que surgiu com a promessa de ajudar criancinhas carentes ao redor do mundo. No final das contas, a moeda não passava de grande esquema de pump and dump

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De modo geral, os criadores anônimos do projeto pagaram os jogadores da FaZe para promover a moeda e fazê-la valorizar. Com o preço inflado, os golpistas fizeram uma venda massiva de tokens recém-criados, para logo em seguida, abandonar o projeto. 

À medida que o preço do ativo desabou e o caso começou a tomar grandes proporções nas redes sociais, a FaZe anunciou a expulsão do jogador Kay e a suspensão de Jarvis, Nikan e Teeqo na noite de quinta-feira (1º). 

“Nós não tivemos absolutamente nenhum envolvimento com a atividade de nossos membros no espaço de criptomoedas e condenamos veementemente seu comportamento recente”, diz a nota oficial publicada no Twitter.

Entre as centenas de respostas ao tweet, a conta @ItsZijZ diz: “Eu perdi US$ 1.000 devido a eles promoverem essa moeda que garantiu me fazer dinheiro”. 

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Jogadores envolvidos no dump

O jogador que foi expulso, Kay, fez uma série de tweets no início da semana se desculpando por promover a moeda. “Quero que todos saibam que não tive nenhuma má intenção de promover a criptomoeda. Ingenuamente, pensei que todos nós tínhamos uma chance de ganhar”.

Ele diz ainda que embora seja apaixonado pelas criptomoedas, é um espaço “extremamente complicado” e que ele ainda “tem muito a aprender”. 

Apesar das alegações do jogador profissional, não foi à toa que ele foi o único expulso pela FaZe, segundo uma investigação do youtuber CoffeeZilla.

O canal focado em desmascarar fraudes na internet, publicou um vídeo na quinta onde mostrou como conseguiu rastrear na blockchain o endereço do jogador. Na análise das transações, ficou comprovado que Kay também participou do despejo de tokens no mercado.

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Ele vendeu todos os moedas, cerca de 6,2 bilhões de KIDS, nas primeiras 24 horas do dia 8 de junho, dia do lançamento oficial. Com base no preço do token naquele momento, o esquema rendeu para ele US$ 30 mil.

Essa não foi a primeira vez Kay se envolveu com esse tipo de fraude. No passado, ele foi o garoto-propaganda de outras três shitcoins: GameSafe, Moomportal, e SafeGalaxy. Após recomendar as moedas para a sua audiência, ele também fez imediatamente o despejo de tokens.

“FaZe Kay tem enganando o seu público de forma contínua, empurrando criptomoedas fraudulentas para eles enquanto segura um saco de tokens que recebeu dos criadores, vendendo imediatamente em seguida”, acusa o youtuber.

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