Imagem da matéria: Investidor Luiz Barsi conta em vídeo no Youtube qual ação ele jamais compraria
Famoso investidor Luiz Barsi (Foto: Reprodução/Youtube)

Luiz Barsi, o mais famoso investidor brasileiro individual da Bolsa de Valores, revelou na semana passada qual ação ele não compraria de jeito nenhum. “Azul eu não compro, mas nem que esteja a 1 real”, disse em vídeo publicado no Youtube, explicando depois o porquê. 

Segundo o investidor paulista de 81 anos, ele não compra ações de empresas que dependem de “um monte de coisas” para progredir, justamente porque seu foco é no longo prazo pensando numa carteira de renda mensal.

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“A Azul depende do Ministério (da Infraestrutura), que têm a Agência Nacional de Aviação (ANAC) — aumenta ou não aumenta o custo; o querosene que é mais caro… Enfim tem um monte de coisas, uma dependência muito grande”, explicou Luiz Barsi.

De acordo com seu raciocínio no vídeo, não apostar na Azul, é, portanto, uma lógica intrínseca que ele cultiva desde seus primeiros passos na Bolsa, ou seja, ele sugere que  assim alcançou seu patrimônio, supostamente bilionário.

Barsi disse que não se acha um ‘fora da curva’, mas acredita que é melhor não consultar ninguém além da lógica que há dentro de si. “A lógica da administração dela (Azul) não depende apenas do administrador, depende de uma série de circunstâncias. Então a gente avalia isso”, comentou.

Luiz Barsi, bilionário que não ostenta

Apelidado de “Warren Buffett brasileiro” (referência ao mais famoso investidor americano), Barsi é admirado não só por ser um investidor de sucesso, mas também por ser bilionário e não ostentar. Segundo reportagem da Veja em 2018, ele é conhecido por hábitos incomuns para uma pessoa que tem tanto dinheiro.

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Barsi disse que não torce para que o mercado caia, mas que torce que as ações se constituam e estejam numa postura para ele investir. Segundo ele, em “empresas que têm um mecanismo de contemplar os seus acionistas”. Ou seja, Barsi compra ações pensando nos dividendos, a “carteira de renda mensal”.

E ele exemplificou ao criticar as empresas que não dividem o lucro. Da Suzano (SUZB3), por exemplo, ele disse que aguarda ‘há 30 anos’ por dividendos. Elogiou, porém, aquelas que fazem a divisão.. Por exemplo, à Isa Cteep (TRPL4), empresa transportadora de energia, Barsi creditou a seguinte frase: “paga dividendos extraordinariamente positivos”.

“São essas empresas que me atraem e são essas empresas que deveriam atrair o cidadão que pretende sempre ter uma carteira de renda mensal. Eu consegui edificar um patrimônio com essa diretriz”, disse.

Em abril deste ano, pouco depois do derretimento do mercado de ações por conta da crise de coronavírus, Barsi contou à CNN Brasil que não faz as contas de sua fortuna e que já teve R$ 3 bilhões, mas também já teve R$ 500 milhões. “Não faço a conta”, disse. E comentou o que ele acabou ressaltando no vídeo, que não dá a mínima para o patrimônio, que pois é algo que só alimenta o ego. Quer saber mesmo, contou, é dos dividendos pagos pelas empresas nas quais investe.

Veja o vídeo:

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