Logotipo da Helium
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“Queridinha das criptos, a Helium, prometeu uma ‘rede popular’. Em vez disso, seus executivos ficaram ricos”, diz o título de uma reportagem da Forbes publicada na última sexta-feira (23), sobre um suposto conluio entre executivos, seus familiares e amigos, e alguns investidores iniciais do projeto Helium, emissor da criptomoeda HNT – em detrimento da comunidade.

Uma equipe de jornalistas da Forbes, uma das maiores publicações do mundo, descobriu que esse grupo de pessoas acumulou a maior parte da riqueza do projeto desde o início. Prova disso foi a identificação de 30 carteiras digitais com 3,5 milhões de tokens HNT oriundos de mineração vinculadas às pessoas citadas.

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A análise dos investigadores feita em dados on-chain recebeu o endosso da empresa forense de blockchain Certik.

Antes, porém, a Forbes ressaltou que o projeto Helium foi apontado como o melhor caso de uso da tecnologia Web3 no mundo real. A empresa teria registrado um aumento no número de investidores atraídos por elementos como o perfil de seus patrocinadores, que incluíam Andreessen Horowitz e Tiger Global.

De fato, quando despontou o projeto Helium, ficou clara uma revolução na distribuição de internet sem fio de maneira descentralizada e através da tecnologia de Internet das Coisas (IoT) — aquela focada em ‘casas inteligentes’. Como descreve a Forbes, “uma conexão global de internet sem fio para objetos como parquímetros e coleiras de cachorro”.

Voltando aos tokens minerados, a reportagem afirma que, seis meses após lançamento da Helium, em agosto de 2019, mais de um quarto de todo o HNT havia sido extraído por ‘insiders’. Amir Haleem, cofundador e CEO da Helium, disse em entrevista que aproximadamente metade dos hotspots iniciais foram distribuídos aos funcionários, seus familiares e amigos, uma informação que não foi passada para a comunidade, diz a revista.

“Uma revisão de centenas de documentos internos vazados, dados de transações e entrevistas com cinco ex-funcionários da Helium sugerem que, enquanto os membros da Helium divulgavam o espírito democratizado de sua ‘Rede do Povo’, eles acumulavam silenciosamente a maioria dos tokens ganhos no início do projeto, acumulando muito da riqueza gerada em seus primeiros e mais lucrativos dias”, diz um trecho da reportagem.

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Considerando o pico de preço que ocorreu com o HNT no ano passado, o montante de tokens chegou  a valer cerca de US$ 250 milhões. “Mesmo depois que o preço da criptomoeda caiu, os tokens ainda valem US$ 21 milhões hoje”, ressalta.

A rede Helium atualmente

De acordo com o plano de Helium, os investidores precisam pagar US$ 500 em um dispositivo semelhante a um roteador Wi-Fi. Esse equipamento faz a mineração de HNT em um esquema de renda passiva. Foi prometido aos investidores que, assim que o projeto surgisse, os ganhos da rede seriam compartilhados por todos.

Segundo a Forbes, os investidores dos dispositivos da Helium veem lucros cada vez menores, isso depois de esperarem mais de seis meses para que seu hotspot de US$ 500 chegue à sua residência. Um cliente de 52 anos disse à revista que extraiu um único token em três meses – cerca de US$ 5. “Eu poderia ter usado meu dinheiro em outro lugar e realmente ganhar alguma renda”, disse.

Mas para os insiders tudo correu bem segundo a revista. Por exemplo, um dos dispositivos estava ligado à casa do CEO da Helium, Amir Haleem, na Califórnia, cujo dispositivo teria minerado 250.000 HNT nos primeiros três meses de criação.

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Executivos também teriam supostamente encoberto seus rastros ao não divulgar o valor ganho com os Tokens de Segurança de Hélio (HST), que garante cerca de um terço de todos os HNT para insiders.

Curiosamente, os insiders também aproveitaram a alocação pública do token, deixando cerca de 30% para a comunidade Helium quando o ativo atingiu o pico. No entanto, a comunidade reclamou de ganhos baixos.

Em meio à polêmica, comentou a matéria o site Finbold, a Helium já planeja lançar mais um projeto alavancando a rede 5G. Sob o projeto, a Helium está colaborando com a DISH e a T-Mobile, onde a Helium pagará pelo acesso à sua rede.

Ainda segundo a Forbes, quando procurados pela reportagem, a Andreessen Horowitz e a Tiger Global, uma se esquivou e a outra se absteve de comentar o assunto.

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