Imagem da matéria: Execução judicial pede bitcoins de homem que os declarou no Imposto de Renda
Foto: Shutterstock

Um homem, que responde uma ação de execução por conta de uma dívida de R$ 42.651,34, pode ter Bitcoin arrestado pela Justiça de São Paulo. A informação de que ele teria criptomoedas veio de suas próprias declarações de Imposto de Renda.

De acordo com a decisão da juíza Alessandra Mendes Spalding, da 2ª Vara Cível de Ourinhos (SP), o executado havia informado à Receita Federal que possuía bitcoin. Não há na decisão, contudo, a quantidade de criptomoedas que o executado declarou.

Publicidade

Apesar dessa informação, a juíza não atendeu ao pedido feito pelo credor da dívida para que se determine “o arresto do valor correspondente ao bitcoin”. A justificativa foi de que “a declaração apresentada é do exercício de 2018, não havendo indícios de que o executado ainda seja titular de bens dessa natureza”.

A magistrada, por outro lado, atendeu ao pedido para expedir ofício judicial para as corretoras de criptomoedas existentes no país “para que informem a quantidade e valores de eventuais bitcoins, cabendo a parte interessada informar ao juízo os nomes e endereços das mesmas”. 

A juíza afirmou que a penhora de criptomoedas pode ser feita “em processo judicial, sob o fundamento de que são bens imateriais com conteúdo patrimonial”. 

Bitcoins encontrados

A Justiça teve acesso a declarações do imposto de renda do executado após o credor da dívida ter pedido o Infojud, o qual traz as últimas três declarações de bens à Receita Federal.

Publicidade

Segundo consta numa decisão do ano passado, o executado não tinha carro e nem dinheiro em conta bancária. O BacenJud expedido para que se efetuasse bloqueio no limite do “crédito perseguido, R$ 42.651,34” não deu resultado.

A solução do credor foi de pedir as informações de bens declarados nos últimos três à Receita Federal por meio do Infojud. A magistrada atendeu o pedido e lá se descobriu que o executado, até 2018 ao menos, tinha bitcoin.

Executado sumido

Antes de achar os bitcoins, havia a preocupação em encontrar o executado perdido. Ele já não respondia na execução coisa alguma e sequer era localizado para ser intimado. O homem havia sumido.

No ano passado, a juíza autorizou a pesquisa sobre o paradeiro dele, oficiando até mesmo a “Companhia de Gás de São Paulo, com cadastro completo de 1,8 milhão de clientes e atendimento em 88 municípios de SP”.

Publicidade

Para se evitar coincidência com homônimo, a magistrada expediu ofício para o SIEL (Sistema de Informações Eleitorais) que guarda cadastro de todos os eleitores no país.

“Em relação ao sistema SIEL, faz-se necessário saber a filiação materna, bem como a data de nascimento do executado para dirimir dúvidas em caso de eventuais homônimos, enquanto que para os outros sistemas, basta o número do CPF”. 

Depois de muita busca, a Justiça ainda não o encontrou, mas achou criptomoedas que podem ser dele. Quem irá afirmar se os bitcoins pertencem ao executado sumido serão as corretoras de criptomoedas.

VOCÊ PODE GOSTAR
Imagem da matéria: Drenador de carteiras de criptomoedas encerra negócio após roubar mais de US$ 85 milhões

Drenador de carteiras de criptomoedas encerra negócio após roubar mais de US$ 85 milhões

“Alcançamos nosso objetivo e agora, de acordo com o planejado, é hora de nos aposentarmos”, disseram os desenvolvedores do drenador de carteiras cripto
Imagem da matéria: Mercado Bitcoin anuncia três novas listagens: BVM, RIO e AEVO

Mercado Bitcoin anuncia três novas listagens: BVM, RIO e AEVO

As novidades ampliam as opções de investimento na plataforma que já somam mais de 220 ativos
Fachada da GameStop em Tyler no Texas

GameStop e AMC desabam com fim da euforia do retorno de Roaring Kitty

As ações memes da GameStop e AMC caíram drasticamente após a abertura dos mercados dos EUA na quinta-feira, recuando pelo menos 15%
Presidente do Banco Central Roberto Campos Neto falando diante de um microfone

Presidente do Banco Central se reúne com MB um dia após anunciar agenda da regulação do mercado cripto

O Banco Central divulgou ontem os próximos passos para a regulação do setor cripto e espera concluir o processo até o final de 2024