Imagem da matéria: EUA aplicam sanções inéditas contra serviço de mixing de criptomoedas por lavagem de dinheiro
(Foto: Shutterstock)

Nesta sexta-feira (6), o Gabinete de Controle de Ativos Estrangeiros (ou OFAC, na sigla em inglês) do Tesouro Americano emitiu a primeira sanção contra um serviço de mixing de criptomoedas.

Em um comunicado de imprensa, o OFAC afirmou que o Bender.io está sendo usado por hackers da Coreia do Norte para “apoiar suas ciberatividades maliciosas e lavagem de dinheiro de moedas virtuais roubadas”.

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Mixers são serviços cripto que permitem que usuários “escondam” o rastro de dinheiro digital deixado por grande parte das transações em redes blockchain, como Bitcoin e Ethereum.

Dados de todas as transferências comuns realizadas nessas redes são publicamente acessíveis, o que facilita o trabalho das autoridades quando estão em busca de fundos ilícitos. Porém, mixers podem dificultar essa tarefa.

Lavagem

O OFAC afirma que Blender foi usado na lavagem de fundos de grupos de ransomware ligados à Rússia, como Trickbot, Conti, Ryuk, Sodinokibi e Gandcrab. Também alega que Blender foi usado para ofuscar US$ 20,5 milhões de proventos ilegais conectados ao infame hack à Ronin em março.

O roubo de US$ 622 milhões — um dos maiores na História do setor cripto — zerou o caixa do popular jogo “play to earnAxie Infinity e, em seguida, hackers espalharam os fundos para diversas corretoras e mixers.

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“Mixers de moedas virtuais que auxiliam transações ilícitas apresentam uma ameaça aos interesses de segurança nacional dos EUA”, afirmou Brian E. Nelson, subsecretário da divisão de combate ao terrorismo e inteligência do Tesouro Americano, em um comunicado de imprensa.

“Estamos agindo [para combater] atividades financeiras ilícitas pela DPRK [República Popular Democrática da Coreia] e não iremos permitir que roubos financiados por estados e seus facilitadores de lavagem de dinheiro fiquem impunes.”

O departamento também irá atualizar sua “Lista de Pessoas e Cidadãos Especialmente Nomeados e Bloqueados” (ou SDN) para incluir endereços cripto ligados ao Lazarus, um grupo anônimo de cibercriminosos ligados ao Estado norte-coreano que está sancionado pelo Tesouro Americano desde 2019.

*Traduzido por Daniela Pereira do Nascimento com autorização do Decrypt.co.

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