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Erick Loth Teixeira está ligado ao cassino online acusado de fraude (Foto: Reprodução/Instagram)

“Informo que não sou dono da Blaze. Apenas fui contratado pela Blaze, da mesma forma que acontece com os influencers, com a função de acompanhar desempenho de publicidade”. Assim respondeu o brasileiro Erick Loth Teixeira ao email do Portal do Bitcoin no qual foi questionado sobre a relação com o cassino online exposta pelo youtuber Daniel Penin.

“Me pediram para colocar o domínio em meu nome e não vi problema nenhum nisso porque ele só redireciona, não recebo nada por esse redirecionamento. Estou sendo atacado injustamente por causa de um vídeo publicado que não traz nenhuma verdade, e agora sofro ameaças de vida juntamente com minha família”, continuou na mensagem.

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Ele não revelou, porém, quem fez o pedido para o registro.

Teixeira é quem aparece como o responsável pelo domínio blaze.com.br e entrou no centro da polêmica que arrastou também os maiores influencers do país — como Felipe Neto, Neymar e Peter Jordan — por suas relações com a Blaze.

Embora a empresa seja uma gigante no Brasil, não é possível saber quem está por trás do cassino ou encontrar um representante público por trás do negócio. Com a escalada de reclamações sobre falta de pagamentos da companhia — mais de 5 mil na plataforma Reclame Aqui —, a pressão começou a aumentar.

Embora o Portal do Bitcoin esteja cobrindo o caso desde junho de 2022, foi o um vídeo do marketeiro digital Daniel Penin que fez o assunto explodir há duas semanas. Desde então não saiu mais do trending topics do Twitter e fez com que Felipe Neto defendesse a publicidade da empresa e depois apagasse a postagem.

Acusações contra youtuber

No email, Teixeira acusa Penin de agir sem responsabilidade e de má-fé apenas para se promover. “Hoje estamos todos com muito medo. Na busca de ganhar visibilidade, foram publicadas mentiras para promoção pessoal, que incentivaram as ameaças que eu e minha família estamos recebendo”, disse.

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Ele classificou o vídeo como mentiroso e que a atitude do youtuber é “mais reprovável e absurda que um ser humano poderia ter”.

Questionado pela reportagem sobre quem o havia contratado, Teixeira não respondeu. Em outro email, ele afirmou que o Portal do Bitcoin embarcou em uma mentira. “Você sabia que a história era falsa, sabia que iria me prejudicar e publicou só com intuito de me prejudicar e se beneficiar também?”, escreveu.

Teixeira, porém, de fato registrou o domínio da Blaze no Brasil. O Portal do Bitcoin não afirmou em nenhum momento que ele seria o dono da plataforma.

Prejudicados pela Blaze

Enquanto isso, milhares de pessoas seguem problemas na plataforma. Saldos que somem, saques travam, entre outros problemas que abundam no Reclame Aqui. Há indícios de que a plataforma esteja fraudando os clientes.

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E quem se sente lesado também não consegue processar a Blaze, uma vez que o cassino está baseado em Curaçao. São pelo menos 15 ações judiciais contra a Blaze em oito estados brasileiros: São Paulo, Minas Gerais, Bahia, Ceará, Paraná, Distrito Federal, Mato Grosso e Pernambuco. 

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