Imagem da matéria: Em nova entrevista, criador da LUNA se recusa a revelar paradeiro e diz que investigações têm motivos políticos
Do Kwon, criador do projeto Terra (Foto: Reprodução Delphi Media)

Do Kwon, o criador da criptomoeda falida LUNA, voltou a criticar as acusações de fraude que enfrenta das autoridades sul-coreanas pelo colapso de todo ecossistema Terra, que fez evaporar US$ 40 bilhões do mercado em maio.

Ao participar do podcast Unchained da jornalista Laura Shin, disponibilizado nesta terça-feira (18), Do Kwon afirmou que não considera legítima a investigação contra ele, bem como o mandado de prisão que recebeu, afirmando que essas ações têm “motivação política”.

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“Estou decepcionado na forma que procuradores estão tentando criar uma nova regulação por meio de processos judiciais criminais, enquanto isso deveria estar dentro da descrição do trabalho do legislativo ou, no mínimo, dos reguladores financeiros”, apontou Kwon.

O empresário disse que sequer recebeu uma cópia do mandado de prisão que busca responsabilizá-lo por sua suposta violação das regras do mercado de capitais, alegando que todas as informações que está recebendo partem da mídia. 

Um dos motivos pelos quais Do Kwon não recebeu uma intimação presencial é porque sua localização é desconhecida — embora ele garanta não estar fugindo das autoridades.

Acreditava-se que Do Kwon morava em Singapura desde o final do ano passado, quando deixou a Coreia a Sul, fechando mais tarde, em abril deste ano, a filial da Terraform Labs no país.

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No entanto, quando as autoridades de Singapura foram procuradas para cooperar com o caso em setembro, afirmaram que Do Kwon não residia mais na cidade-estado, levando a Coreia do Sul a pedir que a Interpol emitisse um alerta vermelho para tentar localizá-lo. Desde então, seu paradeiro é desconhecido e deve continuar assim se depender do empresário.

“A razão pela qual eu não quero falar sobre minha localização com a mídia é porque quando o crash aconteceu em maio, tiveram muitas situações em que a minha segurança pessoal foi ameaçada. Pessoas invadiram meu prédio na Coreia e em Singapura”, justifica. 

“Não é que estou ’em fuga’ que eu não falar, é só que cada vez que o local onde moro é descoberto, para mim se torna quase impossível viver lá.”

Fundos congelados ou não?

Do Kwon também falou na entrevista sobre um suposto congelamento na semana passada de US$ 67 milhões em fundos em sua posse nas exchanges KuCoin e OKX, o que ele afirma ser mentira. “Os relatos não são verdadeiros. Não sei se as intenções foram enganar ou se foi um simples erro, mas simplesmente há muitas coisas que não são verdadeiras que estão vindo lá da Coreia”, acusou.

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Ele também falou sobre a suposta movimentação de fundos da Luna Foundation Guard (LFG), após ser identificado que a fundação que apoia o ecossistema Terra enviou US$ 65 milhões em bitcoin para as exchanges KuCoin e OKX em setembro.

Ele nega que tenha havido venda desses fundos. “O que as pessoas não entendem em acordos de trade dessa escala é que só porque o bitcoin está sendo transferido, não significa que ele foi vendido à vista na exchange”, disse, prometendo divulgar em breve um relatório mais detalhado sobre o paradeiro dos fundos da fundação Luna. 

O personagem no Twitter

O criador da Luna não deixou de comentar sobre a sua reputação no Twitter, se mostrando arrependido como a forma agressiva que usava a rede social.

Segundo ele, a persona que criou era “em grande parte por valor de entretenimento”. “O jargão da indústria para isso é chamado de shitposting. Em retrospecto, eu deveria ter me mantido em um padrão mais rigoroso”, disse ele sobre seus tweets do passado. 

Quando questionado o que teria feito diferente no período que antecedeu o colapso do ecossistema Terra, ele admitiu que deveria ter sido “ser menos agressivo e menos brincalhão no Twitter”. “Passar menos tempo nas redes sociais e conversar com pessoas  definitivamente teria me ajudado a fazer muito mais trabalho”, opinou.

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Por fim, ele confessou que pesa sobre ele a responsabilidade de tudo que deu errado com as criptomoedas que criou:

“O mais difícil da situação atual é ter que conviver com tantas perdas astronômicas. É difícil colocar em palavras, mas a escala do tipo de dano financeiro, emocional e econômico que aconteceu aqui não é fácil de se conviver.”

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