Imagem da matéria: Diversidade de gênero gera resultados mais ricos e inovadores, apontam especialistas
Vanessa Lopes Butalla, da 2TM, Fernanda Mello da VERT Capital, Kaliane Abreu, da Natura, Caroline Moreira, do Distrito (Foto: Fernando Martines/Portal do Bitcoin)

A força que o ambiente de trabalho possui quando tem grande diversidade de gênero foi o tema da última edição do Digital Horizons, meetup mensal organizado pelo Portal do Bitcoin e que teve sua edição de março realizada na quarta-feira (27). 

Fernanda Mello, fundadora da Vert Capital, ressaltou que o benefício da diversidade são as visões, vivências e formações diferentes. “Não é apenas uma diversidade de homem e mulher, mas uma que vai além disso. As decisões e as discussões são muito mais ricas. No final das contas, você consegue inovar mais por ter ideias mais distintas”, disse.

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Vanessa Butalla, diretora da área jurídica da 2TM e Mercado Bitcoin, destacou que a diversidade interessa também do ponto de vista da entrega ao cliente. “Se você tem um time diverso, você tem vários pontos de vista quando vai pensar numa oferta de um produto para o cliente. Se tem um viés muito predominante, quando vai fazer uma oferta ao mercado, qual é o cliente que vai atingir? O que tem aquele perfil, que reflete a posição da sua empresa. Então, até do ponto de vista de negócios, você está limitando a sua oferta”. 

Outro ponto abordado como uma das maiores dificuldades para as mulheres no mercado de trabalho é a síndrome de impostora, que se refere à sensação interna de não se sentir tão competente quanto os outros percebem, acompanhada pelo medo de ser desmascarada como uma fraude.

“A gente acha que nunca está pronta para uma posição. Tem que se qualificar com 1.500 cursos e nunca está bom. Você tem 99% da qualificação para aquela vaga mas não vai aplicar. Porque você acha que tem que ter 150%. Isso são os vieses que fomos criadas e que permeiam a sociedade”, disse Kaliane Abreu, diretora jurídica da Natura. 

Por fim, Caroline Moreira, analista de gente e gestão do Distrito, levou um dado para o debate: no ritmo atual, a equidade de gênero total na sociedade só irá ocorrer daqui a 131 anos. 

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A gestora falou então sobre como fazer esse intervalo ser menor: “Não é questão de culpa. Sempre falo muito isso: vamos deixar esse lugar de culpa, de dizer que é culpa dos homens, das pessoas brancas. Não. Vamos nos responsabilizar. O que eu posso fazer? Eu, Carol, como co-responsável pelo time de gestão, posso fazer um processo seletivo que não tem discriminação”.

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