Imagem da matéria: Deus, Família e Bitcoin: a nova crítica do Nobel da Economia Paul Krugman às criptomoedas
Paul Krugman. Foto: Shutterstock

O economista prêmio Nobel Paul Krugman analisou na segunda-feira (10) em sua coluna no jornal The New York Times uma tendência que acredita estar ocorrendo: os apoiadores de Donald Trump colocando o Bitcoin em um pedestal de adoração junto com Deus e família.

Krugman ressalta que o Bitcoin tem a proposta de criar um sistema financeiro que funcione sem a necessidade de confiança entre as partes.

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“E a direita moderna cultiva fortemente a descrença. Covid é um boato; as eleições foram roubadas; os incêndios na Califórnia não têm nenhuma relação com aquecimento global”, afirma.

Nesse contexto, o economista afirma que é “perfeitamente natural” que os apoiadores de Trump exijam um sistema monetário que passe por fora dos bancos.

“O ponto é, mesmo que existam razões econômicas reais associadas às criptomoedas, o seu crescimento tem muito a ver com a ampliação da loucura política que colocou a democracia nos Estados Unidos no limite”.

Paul Krugman e o Bitcoin

Um dos economistas mais importantes da atualidade, Paul Krugman já falou algumas vezes sobre Bitcoin.

No mês de julho de 2018, no The New York Times, fez criticas de alguns aspectos sobre o bitcoin e demais criptomoedas, como as cobranças pelas transações e a falta de valor intrínseco em seu valor. Para ele, os criptoativos estariam fazendo o sistema monetário “retroceder trezentos anos”.

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Depois, o tom ficou mais brando. Em uma conferência ChainXChange em Las Vegas (EUA), feita em agosto de 2018, Krugman admitiu que há alguma chance para o Bitcoin ser valioso no futuro e que ele poderia ter mais utilidade que o ouro, visto que este está “morto”. Palestra não está online, mas teve cobertura do site Nulltx.

Mas em maio de 2021 voltou com críticas pesadas. O nobel disse que o Bitcoin (BTC) tem semelhanças com o esquema ponzi criado por Bernie Madoff, não tem nada de inovador e não desempenha nenhum papel na economia. Além disso, a criptomoeda geralmente está associada com atividades criminosas – como lavagem de dinheiro e ataques virtuais – e não é usada por pessoas normais e cumpridoras da lei.

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