Imagem inferior de jogador prestes a chutar a bola
Shutterstock

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) publicou na manhã de quinta-feira (14) em sua conta no X, antigo Twitter, um vídeo explicando como funcionam os fan tokens, uma modalidade de investimento que vem há vários anos crescendo junto com o mercado de criptomoedas.

O vídeo, apresentado pelo Superintendente de Desenvolvimento de Mercado, Antonio Carlos Berwanger, explica também como é a atuação da CVM acerca dessa modalidade de produto financeiro. Para se mostrar antenada em tecnologias disruptivas, a CVM escreveu: “Vamos juntos por um regulador forte e um mercado de capitais mais moderno”.

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No vídeo, contudo, Berwanger deixa claro que os fan tokens não são considerados valores mobiliários porque “no momento, eles não possuem noção de investimento, ou seja, eles não são ofertados com o objetivo de oferecer retorno financeiro”.

Um fan token funciona como um programa de sócio-torcedor de clubes de futebol, mas com algumas diferenças, como o fato de ele ficar armazenado na blockchain. A tecnologia Blockchain é um protocolo descentralizado que permite rastrear informações pela internet.

Trata-se de uma espécie de livro contábil (livro de razão pública) que registra transações realizadas com moedas virtuais. Essa tecnologia — que surgiu junto ao Bitcoin em 2008 — faz com que as transações sejam confiáveis, transparentes e imutáveis.

Em resumo, o fan token, por ser, normalmente, ligado a grupos esportivos e oferecer a quem o compra acesso a produtos e serviços exclusivos, além da participação em votações, pode ser definido como utility token.

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“Ao permitir que os fãs tenham acesso a tantos benefícios, o Fan Token acaba sendo uma experiência única, além de tornar o mercado cripto ainda mais acessível, uma vez que é uma forma de dar os primeiros passos nele sem precisar desembolsar grandes quantias”, explica em um artigo o especialista em tokenização, Daniel Coquieri.

Veja o vídeo com a explicação da CVM.

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