Imagem da matéria: Criador da FTX deve aceitar ser extraditado para os EUA
(Foto: Wikimedia Commons)

Sam Bankman-Fried, o criador e ex-CEO da falida corretora de criptomoedas FTX, deve anunciar na segunda-feira (19) a um júri nas Bahamas que ele desistiu de lutar contra sua extradição aos EUA, onde é acusado de uma série de crimes como fraude e lavagem de dinheiro.

A informação é de reportagem da agência de notícias Reuters, que cita uma fonte anônima próxima ao empresário.

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No início desta semana, Bankman-Fried foi preso nas Bahamas, país-sede do grupo FTX, em meio a acusações de desvio de fundos dos clientes durante o colapso da exchange, que sacudiu os mercados globais no mês de novembro.

Caso seja realmente extraditado aos EUA, ele deverá ser levado perante um tribunal, onde responderá por acusações criminais que podem gerar penas que somam 115 anos de detenção – ou até mesmo prisão perpétua, na visão de alguns advogados.

Além disso, ele também vai responder por processos administrativos abertos pela CVM americana, a SEC, que o acusa de usar dinheiro de clientes da corretora para realizar doações eleitorais a políticos e sustentar uma vida de luxos extravagantes.

Bankman-Fries está atualmente detido na cadeia de Fox Hill, na capital Nassau, cidade onde residia desde a transferência da FTX para o país caribenho.

Na quarta-feira (14), um juiz das Bahamas negou um pedido de fiança de Bankman-Fried, alegando “risco de fuga” do ex-bilionário. A desembargadora das Bahamas, JoyAnn Ferguson-Pratt, negou uma petição para que ele fosse liberado sob fiança de US$ 250 mil.

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Mudança de postura

Anteriormente, a equipa jurídica de Bankman-Fried tinha declarado no Tribunal de Magistrados das Bahamas que lutaria contra a extradição para os EUA, caso ela fosse solicitada.

Ryan Pinder, Procurador-Geral das Bahamas e Ministro de Assuntos Jurídicos, disse em um comunicado na segunda-feira (12) que seu escritório foi notificado de que os EUA “provavelmente solicitarão sua extradição.”

Os Estados Unidos e as Bahamas possuem um Tratado de Extradição em vigor desde 1994, o que permite a qualquer país extraditar réus por acusações que seriam consideradas crimes em ambos os países e que podem acarretar penas de prisão de um ano ou mais.

O processo é tipicamente administrativo, sem exigência ou oportunidade de argumentar culpa ou inocência.

Bankman-Fried tem uma audiência de extradição marcada para 8 de fevereiro de 2023.

SBF está “tranquilo”

Ainda durante a semana, funcionários da prisão afirmaram que o empresário cripto está se saindo bem no local.

“Ele está tranquilo”, disse na quinta-feira (15) o Comissário Interino de Correções das Bahamas, Doan Cleare, ao Jornal do país, o The Nassau Guardian.

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Desde a detenção, ele permaneceu na enfermaria da prisão, passando por uma avaliação da saúde e de risco de automutilação. Essas avaliações determinam para qual seção da prisão um recluso será transferido.

Cleare insistiu que Bankman-Fried está sendo tratado como qualquer outro preso no centro correcional de 1.000 pessoas, como evidenciado pelo fato de que o ex-bilionário está atualmente morando na enfermaria de Fox Hill com cinco outros presos, em um ambiente de dormitório.

“Ele não está recebendo nenhum tratamento especial”, disse Cleare à rede estatal de televisão Bahamas, ZNS.

Se a prisão determinar que Bankman-Fried enfrenta riscos de outros reclusos ou apresenta algum outro risco, ele pode ser enviado para a segurança máxima. Se ele está determinado a ter “problemas de saúde precários”, pode ser que permaneça na enfermaria. Caso contrário, ele será enviado para ficar na ala com todos os outros presos.

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