Imagem da matéria: Corretora de criptomoedas consegue licença na Coreia do Sul e atinge valor de US$ 10 bilhões
Dinheiro de investidores institucionais pode criar novo bull run (Foto: Shutterstock)

A Dunamu, empresa da Coreia do Sul que opera a exchange Upbit, atingiu o valor histórico de US$ 10 bilhões após mais uma rodada de aportes. Com isso, torna-se um dos poucos “decacórnios” sul-coreanos: o termo designa startups que valem mais de dez bilhões de dólares.

Segundo apurou o jornal Korea Times, as empresas Altos Ventures, Hana Financial e Saehan Ventire Capital compraram partes da Dunamu no processo. Após a rodada de investimento, as fatias da empresa passaram a valer US$ 296 cada, colocando-a em um valor de pouco de mais de US$ 10 bilhões ao todo.

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A Upbit é a primeira exchange a obter a licença de compliance do governo da Coreia do Sul, e sozinha ocupa mais de 80% do mercado sul-coreano de criptomoedas

Analistas preveem que a companhia pode fazer um IPO em breve, com chances de chegar a US$ 30 bilhões em valor total.

Regulações ameaçam exchanges

As notícias da Dunamu/Upbit vêm em sequência a um momento de tensão no universo das criptomoedas na Coreia do Sul. Na sexta-feira (24) se encerrou o prazo para as corretoras de criptomoedas que operam no país fazerem o registro junto à Comissão de Serviços Financeiros (FSC), órgão que regula o mercado de capitais no país.

A empresa que não seguir as novas regras, determinadas em março deste ano pela Unidade de Inteligência Financeira da Coreia (KoFIU), pode sofrer tanto bloqueios de sua plataforma e até mesmo a visita de autoridades.

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É o que determina as novas regras impostas pela ‘Lei de Informações sobre Transações Financeiras Especiais’ (SFTIA), legislatura que dá pontapé inicial na regularização do mercado de criptomoedas no país. 

Além da Upbit , as exchanges Bithumb, Coinone e Korbit, segundo o Coindesk, também já se encontram registradas nos órgãos reguladores. Porém, cerca de 40 exchanges até a semana passada ainda não tinham obtido a licença do governo. Uma reportagem do Financial Times calculou que, por conta disso, cerca de US$ 2,6 bilhões em ativos digitais poderiam ser eliminados com a aplicação das novas regras.

Fundada em 2012, a Dunamu ofecere diversos serviços de fintech e criou a Upbit no final de 2017. A empresa gerou US$ 500 milhões em vendas no primeiro trimestre desse ano e o mercado espera que a exchange atinja um lucro de mais de US$ 2 bilhões neste ano.

Nova lei da Coreia do Sul

A nova lei da Coreia do Sul permite que os reguladores financeiros tenham o mandato de supervisionar as plataformas relacionadas a criptomoedas e ao mesmo tempo apresenta diretrizes para proteção contra a lavagem de dinheiro. Para reforçar a supervisão, um novo departamento criado pela governo, porém independente, também deve começar suas atividades.

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Trata-se de uma subdivisão da autarquia que foi batizada de ‘Crypto Asset Monitoring Bureau’ — Agência de monitoramento de Ativos — e será responsável por supervisionar licenças de exchanges junto aos órgão reguladores e também na Agência de Segurança e Internet (KISA), bem como monitorar atividades suspeitas.

Conforme detalhou a Comissão, a nova divisão adiciona pessoal especificamente encarregado da gestão e supervisão de provedores de serviços de ativos virtuais e suas funções de AML (sigla em inglês para ‘Prevenção à Lavagem Dinheiro’).

A legislação também introduz uma estrutura de tributação de criptomoedas, cuja finalidade é institucionalizar as orientações atuais aos bancos que realizam transações associadas a criptomoedas, tornando-as obrigatórias. Outro objetivo é retirar da zona cinzenta o comércio anônimo de criptomoedas no país.

Em resumo, a nova lei exige: compliance, como KYC (Conheça seu Cliente) em todas as plataformas que operam e custodiam criptomoedas; certificação do Sistema de Gerenciamento de Segurança da Informação (ISMS) da KISA; repasse de relatórios financeiros aos órgãos reguladores, estabelecidos pela Força-Tarefa de Ação Financeira (GAFI).

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