China prende 109 pessoas envolvidas em uma das maiores pirâmides financeiras da história

Autoridades disseram que o esquema esquema movimentou mais de 40 bilhões de yuans, equivalente a R$ 30 bilhões

Advogado que dizia ser trader e prometia 10% de rendimento é investigado pela polícia do DF
Foto: Shutterstock


As autoridades locais na China fizeram 109 prisões nesta quinta-feira (30) de pessoas envolvidas na pirâmide financeira PlusToken. A informação foi divulgada pela agência de notícias local Cailian News.

Dos presos, 27 membros supostamente faziam parte da equipe chamada “núcleo” do projeto e fugiram para o exterior. Os outros 82 eram membros importantes. Juntos, eles eram responsáveis pela operação da empresa na China e no exterior, disseram autoridades.

As prisões encerram o que foi um dos maiores esquemas Ponzi do mercado de criptomoedas e que vem sendo investigado pelas autoridades desde 2019. A empresa enganou os investidores e roubou bilhões de dólares através de várias criptomoedas.

Segundo os investigadores, a PlusToken envolveu mais de 2 milhões de participantes e arrecadou o valor total a 40 bilhões de yuans (R$ 30 bilhões).

Os operadores do esquema iludiam investidores prometendo pagamentos irreais ​​se investissem no suposto token que eles ofertavam e, por sua vez, faziam com que esses investidores chamassem mais e mais pessoas para investir em troca de uma pequena “comissão”. É o funcionamento padrão de uma pirâmide financeira.

A PlusToken foi lançada em 2018 como um projeto internacional de carteira de criptomoedas, alegando ser apoiado por uma equipe sul-coreana com ex-funcionários da Samsung e do Google. Foi promovido massivamente em toda a Ásia e, segundo informações, ganhou mais de três milhões de usuários até maio de 2019.

Desde então, os golpistas têm usado métodos novos, como usar 6.000 carteiras para mascarar e lavar os fundos roubados em Bitcoin, Ethereum e EOS.

Brasil já teve esquema parecido

Em outubro de 2019, a Polícia Federal e o Ministério Público Federal desmantelaram a Unick Forex, acusada de ser uma das maiores pirâmides financeiras do Brasil.

Na época, a denúncia do MPF afirmou que Unick Forex captou R$ 29 bilhões de 1,5 milhão de pessoas.

A Unick também dizia operar no mercado de criptomoedas e forex, prometendo retornos de até 1,5% ao dia através de suas operações. Assim como a PlusToken, a Unick oferecia bônus para os investidores que trouxessem novos investidores para investir no esquema.

(Com informações do Decrypt)