Imagem da matéria: Brasil é o 2º país do mundo com a maior percepção sobre criptomoedas, mostra pesquisa
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O Brasil é o segundo país com a maior percepção sobre criptomoedas no mundo, segundo a pesquisa global sobre cripto e Web3 feita pela consultoria Consensys junto com a YouGov.

De acordo com o levantamento, 98% da população brasileira já ouviu falar sobre criptomoedas, resultado que deixa o país atrás apenas da Nigéria (99%) e junto com a África do Sul. Enquanto isso, a média global nesta questão ficou em 92%, apontou a Consensys.

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Na outra ponta dos países pesquisados, Alemanha, Vietnã e Japão ficaram com os menores índices de população que sabe o que são criptomoedas, com taxas de 89%, 87% e 83%, respectivamente.

Além disso, o Brasil também é um dos países em que as pessoas mais entendem o que são as criptos (59%), enquanto 39% da população disseram que já ouviram falar nas moedas digitais, mas não sabem se entendem o que elas são. Na frente do país sobre o entendimento dos ativos ficaram: Nigéria (78%), Coreia do Sul (63%) e África do Sul (61%).

O documento aponta que há uma grande discrepância ao redor do mundo sobre os dados. Por exemplo, se os países líderes possuem taxas acima de 60% de pessoas que dizem entender o funcionamento das criptomoedas, os piores dados ficaram com Japão e Indonésia, onde apenas uma em cada três pessoas disseram ter entendimento do assunto.

A pesquisa foi feita com 15.158 pessoas entre 26 de abril e 18 de maio deste ano em 15 países: Argentina, Brasil, França, Alemanha, Índia, Indonésia, Japão, México, Nigéria, África do Sul, Coreia do Sul, Filipinas, Reino Unido, EUA e Vietnã.

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Pouco conhecimento sobre Web3

Segundo a Consensys, apesar da consciência global sobre criptomoedas, apenas 8% dos entrevistados consideram-se muito familiarizados com o conceito de Web3, “o que destaca uma desconexão entre as percepções públicas da Web3 e o seu potencial como solução para questões relacionadas com privacidade, identidade e propriedade digital na internet hoje”, de acordo com o relatório.

No Brasil, 34% dos entrevistados disseram não ter familiaridade com o termo Web3, enquanto 30% disseram ser pouco familiar com o tema. Na outra ponta, 12% dos brasileiros informam ter bastante familiaridade e apenas 5% são muito familiar ao assunto.

Entre os países que se destacaram nessa questão ficaram Estados Unidos, Índia e Nigéria, onde metade da população de cada um deles disse ter familiaridade com o conceito de Web3.

Metaverso e NFTs

No Brasil, enquanto o conhecimento sobre Web3 é mais baixo, a ideia de tokens não fungíveis (NFTs) já é mais conhecida, enquanto o metaverso é o que as pessoas dizem saber mais.

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24% dos respondentes disseram ter familiaridade com o conceito de NFT, enquanto 26% não estão familiarizados com o assunto. 33%, por sua vez, avaliam ter pouca familiaridade com esses tokens.

Já no caso do metaverso, 30% disseram saber sobre o assunto, enquanto 22% não têm nenhuma familiaridade. Já para outros 37% tem pouco conhecimento sobre o tema.

Futuro do dinheiro

Em outra questão, a pesquisa a nível global mostrou que a principal associação que as pessoas fazem das criptomoedas é como “futuro do dinheiro”, com 16% das menções no mundo todo.

Na sequência, 11% das pessoas disseram que as criptos são uma alternativa ao ecossistema financeiro tradicional, enquanto para outros 11% as moedas digitais são o futuro da “posse digital”.

Segundo a Consensys, embora apenas 8% dos entrevistados a nível mundial tenham escolhido “crime e lavagem de dinheiro” como a principal associação com criptomoedas, são nos países europeus onde se vê uma maior associação com aspetos negativos, como especulação (especialmente na França e Alemanha) ou fraudes/phishing.

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