Imagem da matéria: Bolsa de Valores do Brasil (B3) apresenta plano para ingressar no mercado de criptomoedas
Sede da bolsa de valores em São Paulo (Foto: Shuttertock)

A B3 tornou pública sua estratégia para integrar as criptomoedas na bolsa de valores brasileira com uma série de produtos que pretende lançar no ano que vem, como um fundo negociado em bolsa (ETF) baseado em criptoativos, registro de derivativos de balcão e futuros, além de serviços de custódia.

A confirmação veio do presidente da B3, Gilson Finkelsztain, durante o evento B3 Day na sexta-feira (10). A apresentação pública do evento traz mais detalhes sobre o caminho que a B3 planeja seguir ao entrar nesse novo setor. 

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Além de buscar seu espaço no mercado ao oferecer produtos que já existem, como os ETFs, a B3 também promete desenvolver serviços de infraestrutura para produtos cripto não regulados, citando cripto as a service, custódia e DVP, acesso à liquidez, ganhos de eficiência de capital e tokenização de ativos.

No documento, a B3 descreve que infraestrutura pretende oferecer em cada um desses serviços. Em tokenização de ativos, por exemplo, a empresa estabelece como meta facilitar a digitalização de ativos, potencializando a sua distribuição. Para fazer isso, a B3 quer oferecer acesso a centros de liquidez, para simplificar o acesso a um “mercado fragmentado, global e 24×7”.

b3 criptomoedas
Os serviços que a B3 Digital Assets pretende lançar (Fonte: B3)

Na parte de “ganhos de eficiência de capital”, a B3 promete mitigar a natureza pre-funded das operações, e em “cripto as a service”, diz que a meta é facilitar para clientes a exploração do mercado cripto com baixo atrito. Outro plano ousado da empresa é fornecer custódia de ativos digitais. 

No caso do lançamento de um ETF, a equipe da B3 estuda atualmente qual índice replicar no seu produto, segundo o Valor Investe. Vale lembrar que a bolsa brasileira oferece desde o começo do ano ETF cripto de empresas como Hashdex e QR Capital. 

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Esses ETFs de Bitcoin e Ethereum foram os mais rentáveis dos lançados em 2021 na bolsa brasileira, com os índices movimentando um volume diário superior a R$ 2 bilhões e com um número de participantes que ultrapassa 600 mil.

O flerta da B3 com o mercado cripto 

Os novos produtos citados anteriormente serão desenvolvidos através da B3 Digital Assets, novo braço da empresa focado em criptoativos, mas ainda não está claro como a empresa fará tudo isso, os prazos de entrega e com ajuda de quais empresas vai contar.

Declarações feitas no passado pelo presidente da B3, Gilson Finkelsztain, criaram certa tensão entre a empresa e os principais atores do mercado cripto nacional.

No início de novembro, Finkelsztain disse que as corretoras brasileiras “não têm absolutamente nenhuma regulação” e alegou que “custa umas 50 vezes mais caro operar criptomoedas do que ações” e que a proteção para o investidor nas exchanges era muito menor do que na bolsa. 

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