Imagem da matéria: “Blockchain não é a solução para a humanidade”, afirma consultor do Bradesco
George Marcel Smetana, analista consultor do banco, durante palestra (Foto: Alexandre Antunes/Portal do Bitcoin)

George Marcel Smetana, analista consultor do departamento de pesquisa e inovação do Bradesco, teceu ataques à Blockchainpara uma plateia de entusiastas da tecnologia disruptiva.

O analista consultor do Bradesco palestrou na tarde de quinta-feira (18) no evento “Blockchain e a transformação digital” no sediado no Cenpes (Centro de Pesquisas Leopoldo Américo Miguez de Mello), Rio de Janeiro.

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Apesar de ser o responsável pela implementação da tecnologia no banco Bradesco, ele afirma:

“Nós não acreditamos que a Blockchain seja a solução para todos os problemas da humanidade. Tem situações em que o Blockchain não faz menor sentido”.

Explicou que há casos em que a tecnologia “pode ser uma das soluções possíveis e tem algumas situações em que pode ser de fato a melhor solução para determinado modelo de negócio”.

Para Smetana, caso a situação puder ser resolvida por meio de um API Certificado Digital, não é preciso usar uma Blockchain.

“Blockchain é algo caro. Não serve para tudo e não é simples de ser implementado”.

Ele também atacou os chamados contratos inteligentes, afirmando que se tratam apenas de uma versão 2.0 da Blockchain.

Bradesco x Nakamoto

O consultor do Bradesco afirmou que a frase de Satoshi Nakamoto, que remete que ele estava trabalhando num novo sistema de dinheiro eletrônico totalmente peer to peer sem uma terceira parte não é verdade.

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Smetana falou que na verdade, o Bitcoin teria retirado uma terceira parte centralizada e no lugar dela pôs uma Third Party descentralizada, o que também foi motivo de ataques.

Na visão do consultor do Bradesco, há dúvida se a descentralização atende os requisitos funcionais de privacidade, segurança, volumetria. Além disso, traz questões como no caso do direito ao esquecimento que pode não pode ser garantido na Blockchain, uma vez que os registros são imutáveis.

O origem do Bitcoin, disse, tinha dois lados. Um deles mais acadêmico e preocupado sobre a criação de uma moeda descentralizada sem um órgão central o que trata da inovação em si. Do outro, é aquele anárquico com a intenção de acabar com os bancos e com os governos.

Apesar de tudo isso, afirmou que o banco tem se debruçado sobre o tema e que já estudou o Ethereum e hoje está trabalhando com a Ripple.

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Ele relatou que o Bradesco quer lançar um CDB na Blockchain para aumentar a eficiência e reduzir custos.


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