Imagem da matéria: Blockchain e criptomoedas em 2022: o que podemos esperar
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2021 foi um ano de sucesso sem precedentes para o setor de blockchain e criptomoedas. O Bitcoin quebrou recordes históricos (US$ 70 mil), as NFTs se tornaram uma febre, a demanda por dApps e DeFi explodiu e diversos governos começaram a investir diretamente em tecnologia blockchain e moedas digitais nacionais.

Apesar de ter sido um ano brilhante, também houveram eventos adversos. Alguns deles foram os inúmeros roubos de criptomoedas através do hackeamento de contas e corretoras, valores que somaram um prejuízo em torno de US$ 11 bilhões ao longo do ano.

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Outro caso notório foi o banimento chinês não só às operações com criptomoedas, mas também à mineração de ativos digitais no país. Tivemos um êxodo em massa das fazendas, que buscaram se instalar em regiões como o Texas e o Cazaquistão. 

Quanto a 2022, as previsões são muito aguardadas e as expectativas estão mais altas que nunca. Não é fácil fazer afirmações seguras sobre o futuro, especialmente no que diz respeito a objetos tão voláteis quanto criptomoedas e o universo blockchain.

Contudo, levando em conta a opinião de especialistas, investidores e personalidades de influência no meio, apresentamos neste artigo uma série de possíveis ocorrências e fatos que podem ser esperados para o ano de 2022.

Bitcoin 

Em 2021, o Bitcoin — rei soberano das criptomoedas — teve uma performance muito positiva, valorizando 60% ao longo do ano. No momento em que se escreve, sua cotação é de US$ 47.394, tendo chegado a valer mais de US$ 68 mil em novembro de 2021, sua máxima histórica.

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O Bitcoin é um indicador importante, que funciona como base para a valorização de todo o ecossistema de criptomoedas. Para 2022, as expectativas mais objetivas sugerem que sua cotação pode chegar a US$ 90 mil (Katie Stockton, fundadora e sócia-gestora da Fairlead Strategies) ou US$ 100 mil (Sean Stein Smith, contribuidor da Forbes).

Outras opiniões são ainda mais otimistas, e até factíveis levando-se em conta a volatilidade usual da criptomoeda, que se mostrou persistente em 2021. Contudo, uma postura mais conservadora normalmente se mostra mais segura.

Os fatores mais influentes na valorização subsequente são o aumento da inflação, a popularização e adoção crescente dos criptoativos e a flexibilização monetária internacional, fatores estes que se mostraram de muito peso em 2021 e devem permanecer atuantes em 2022, preservando-se a tendência ascendente da curva de cotação.

Outro aspecto importante, decisivo e, muito possivelmente favorável, será o posicionamento do Fed, o banco central dos EUA. Uma política federal deverá ser concretizada esse ano, algo que tende a ocorrer, também, em muitos outros países.

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O Bitcoin tem uma grande importância e lidera no mundo cripto há mais de uma década. Contudo, a explosão de dApps e DeFi leva muitos a crer que 2022 será o ano em que o Ether finalmente superará o Bitcoin em capitalização de mercado, fenômeno que também poderá ser reproduzido por diversas outras criptomoedas no futuro.

Metaverso e NFTs 

Enquanto 2021 foi o ano dos NFTs (Tokens Não-Fungíveis), 2022 deverá ser o ano em que veremos implementações práticas e construção massiva de infraestrutura para o metaverso em blockchain.

O termo é antigo, mas ressurgiu no ano passado sob a alçada de grandes nomes como Meta Platforms e Apple. Com a expansão desse setor, surgirão inúmeras novas possibilidades de inovação, com integração e catalização de outras tecnologias blockchain, como os NFTs.

Estes, apesar de já terem atingido o público mainstream, deverão se popularizar ainda mais e ver novos casos de uso em 2022. Em conjunto, essas tecnologias começarão a moldar a nova face da internet, a Web 3.0, que integrará especialmente criadores de conteúdo, os mercados musical e de esportes, e marcas de produtos de consumo

DApps

As aplicações descentralizadas (dApps) devem continuar crescendo em 2022, sendo esperado um aumento do número de jogos, DAOs e DeFi. Também é provável que surja uma tão-sonhada plataforma do tipo loja de aplicativos. Seria uma plataforma similar a Play Store (Google) e App Store (Apple) voltado, porém, para o ecossistema blockchain, e ficaria encarregada do relacionamento com clientes e de integrar fornecedores, facilitando a adoção pública e a experiência de uso.

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Também deverá entrar em foco a interoperabilidade cross-chain. Para que a experiência de uso esteja no mesmo nível da Web 2.0, os aplicativos descentralizados precisarão de uma Interface de Usuário única, mesmo em operações multi-chain.

Projetos DeFi

Para este ano, é esperado que os projetos DeFi atinjam mercados que não foram abrangidos durante a primeira onda, especialmente nos países em desenvolvimento. Na liderança, devem permanecer os protocolos para empréstimo e fornecimento de liquidez, que se mostraram muito eficientes na manutenção do fluxo e redistribuição de capital.

Em 2021, tivemos a adoção de criptomoedas e stablecoins como meio de pagamento, especialmente por líderes como PayPal, Visa e Mastercard, tendência essa que deve continuar.

O uso de stablecoins, em especial, deve crescer em 2022, pois eles se destacam ao funcionarem como mecanismo de adoção inicial de criptoativos por públicos mais conservadores e pelo mercado de massa.

Sobre o autor

Fares Alkudmani é formado em Administração pela Universidade Tishreen, na Síria, com MBA pela Edinburgh Business School, da Escócia. Naturalizado Brasileiro. Atua como Business Development Manager Brasil na Kucoin.

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