Imagem da matéria: A história do criador da Solana (SOL), a criptomoeda que disparou 7700% em 2021
Criador da Solana, Anatoly Yakovenko (Foto: Divulgação)

Com pouco mais de um ano em circulação, a Solana (SOL) se tornou a 7º criptomoeda mais valiosa do mundo, com um valor de mercado de US$ 43 bilhões. A SOL é a moeda do Top 10 que acumula a maior valorização do ano de 7.700% — se no dia 1º de janeiro a moeda valia US$ 1,60, nove meses depois a SOL alcançava uma máxima histórica de US$ 214. 

O sucesso da Solana pode ser atribuído ao seu fundador Anatoly Yakovenko, um desenvolvedor americano que possui mais de dez anos de experiência construindo sistemas operacionais de alto desempenho.

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Por três anos Yakovenko trabalhou no protocolo da Solana para torná-la uma das redes mais escalonáveis da indústria cripto, com uma capacidade de processar 65 mil transações por segundo — uma taxa muito maior do que as 7 transações por segundo do Bitcoin e 15 do Ethereum.

Yakovenko se formou em ciência da computação na Universidade de Illinois em 2003 e, na época da faculdade, construía com alguns amigos sistemas para o Linux de algo que se assemelhava ao Google Voice. 

“Meio chato, mas meio legal porque isso era em 2003”, contou durante uma entrevista à FTX. Mesmo que o projeto com os amigos não tenha dado certo no final, ele conseguiu chamar atenção da Qualcomm, fornecedora mundial de semicondutores para celulares, e logo após da formatura, se mudou para San Francisco (EUA) para trabalhar como engenheiro de software na empresa.

Ao participar do podcast Odd Lots da Bloomberg, o desenvolvedor contou como foi o início da sua jornada profissional:

“Eu passei a maior parte da minha carreira no Qualcomm. Entrei lá em 2003 na época dos flip phones, quando só existia esses pequenos dispositivos e, quando sai em 2015, meu time estava otimizando realidade aumentada em um supercomputador. Então eu vi essas grandes melhorias em hardware em apenas 10 anos”.

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Quando saiu da Qualcomm, Yakovenko trabalhou como desenvolvedor de software em empresas como Dropbox e Mesosphere, entre 2016 e 2017.

Visão da Solana

Em 2017, Anatoly Yakovenko tinha um projeto paralelo com um amigo para criar hardware focado em deep learning. Antes de lançar o serviço no mercado, ele minerava criptomoedas com as máquinas para conseguir fundos para comprar mais hardware. 

“Eu estava interessado em deep learning e cripto estava mais de lado. Mas comecei a pensar sobre a prova de trabalho, porque era tão devagar e se realmente era uma tecnologia necessária. Aquilo foi meio que a pílula vermelha para mim e o começo de tudo, a partir daí comecei a pensar em como resolver esses problemas”, contou ao podcast da FTX.

Com várias ideias na cabeça, Yakovenko fundou a Solana em outubro de 2017 para resolver o seguinte desafio: construir um sistema que pudesse processar mensagens, assinaturas criptográficas e verificações, e retransmiti-las para o mundo o mais rápido possível.

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“É isso que pretendíamos resolver. Tínhamos alguns insides realmente inteligentes, como usar a função de atraso verificável como uma fonte de tempo, e usar GPUs e um monte de otimizações de hardware para melhorar o modo que funcionava o tempo de execução. Muitas dessas coisas são mais desafios de engenharia do que problemas de ciência da computação”, explicou Yakovenko à Bloomberg.

Foi justamente a experiência que Yakovenko adquiriu em hardware ao longo da carreira que ele criou a solução de escalabilidade da Solana e uma das inovações mais importantes do protocolo: o consenso de prova de história (Proof of History – PoH).

“A ideia que tivemos lá no início usando uma função de atraso verificável ou proof of history, era criar um relógio que está fora do consenso e gira um ‘botão’ de quando qualquer produtor de bloco pode transmitir um bloco e faz isso de uma forma muito previsível e muito, muito rápida”.

O desenvolvedor disse que entender como criar soluções desse tipo foi “basicamente o que tive que aprender anos atrás para entrar no Qualcomm”. “Essa ideia de escrever um monte de código e mudar o mundo é uma coisa que eu acredito”, concluiu Yakovenko durante a entrevista à FTX que pode ser assistida abaixo:

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