Imagem da matéria: Tokenização se torna opção interessante para CRIs e CRAs | Opinião
Foto: Shutterstock

A tokenização vem chamando cada vez mais a atenção do mercado tradicional, já que graças a ela operações que possuíam um gasto alto de estruturação, e que acabavam ficando restritos a um tipo específico de investidor, agora passam a se tornar mais barata, segura e possibilita que desde pequenos até grandes investidores tenham acesso.

Hoje, já é possível emitir e comprar diversos tokens de recebíveis, de cédula de créditos bancários, de FIDC, mas o mercado de capitais em breve poderá acompanhar a emissão de tokens de Certificado de Recebível Imobiliário (CRI) e Certificados de Recebíveis do Agronegócio, os famosos CRAs.

Publicidade

Mas antes de falar dos benefícios que a tokenização traz e porque é tão vantajoso para o emissor e para o investidor, é necessário entender a função desses certificados.

O que é um CRI

Resumidamente, os Certificados de Recebíveis Imobiliários, também conhecido como CRIs, são títulos de renda fixa lastreados em recebíveis do mercado imobiliário, como por exemplo, aluguéis e vendas de imóveis ou até mesmo financiamentos.

Para a estruturação de um CRI, uma securitizadora adquire os direitos creditórios do mercado imobiliário e transforma em títulos, os CRIs.

Logo, os investidores que adquirirem esses títulos, estarão de certa forma emprestando dinheiro para o mercado imobiliário, e como recompensa terão um retorno sobre o fluxo de pagamento originado por essa operação.

Publicidade

Essa operação acaba sendo vantajosa para ambos os lados, até porque para as empresas os CRIs acabam sendo uma alternativa de financiamento flexível e menos dependente do mercado tradicional de crédito.

O que é um CRA

O funcionamento dos Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs), são semelhantes ao dos CRIs.

Em resumo, os CRAs são títulos de renda fixa lastreados em recebíveis originados de atividades do agronegócio, podendo incluir financiamentos, créditos e até mesmo a venda de produtos agropecuários.

Para que ocorra a emissão de um CRA, uma securitizadora adquire os direitos creditórios do agronegócio e transforma em títulos, os CRAs.

A vantagem para as empresas é que os CRAs são uma boa alternativa de financiamento flexível e de longo prazo, contribuindo para o desenvolvimento desse setor.

Publicidade

Já para os investidores é mais uma opção de diversificação de carteira com uma possibilidade de rentabilidade atrativa.

Porque tokenizar CRIs e CRAs

Para a criação tanto de um CRI como de um CRA vários custos estão envolvidos, com estruturação, auditoria, custódia, gestão dos recebíveis e com a emissão do certificado, tornando todo esse processo muito caro.

Com a tokenização, todo o processo de emissão desses certificados serão feitos utilizando a infraestrutura blockchain e smart contracts.

A tecnologia blockchain, funciona como um livro contábil onde tudo fica registrado nela, garantindo mais segurança visto que os dados que constam na blockchain não podem ser alterados, mais transparência já que é possível consultar as informações registradas, e outra questão fundamental é que a blockchain possibilita a redução de intermediários na operação.

Por exemplo, em uma operação tradicional, antes dos títulos ficarem disponíveis para que investidores comprem, toda a operação precisa ser estruturada e gestores terão que verificar se todo o processo está sendo cumprido até o final da operação visando garantir a segurança do emissor e do investidor.

Com a tokenização, antes da emissão de um certificado tokenizado, regras serão registradas em um smart contract que garantirá a segurança de ambas as partes.

Esses contratos inteligentes, funcionam como um contrato tradicional mas são executados na blockchain, garantindo toda segurança e transparência. Além disso, as partes só recebem o que foi acordado se cumprirem com as regras, e através dos smart contracts isso ocorre automaticamente.

Publicidade

No entanto, por exemplo, caso a securitizadora não cumpra as regras do contrato, ela não receberá o que foi acordado. Sendo assim, todo o processo tira a necessidade de intermediários tornando toda a emissão do certificado mais barata.

Já para os investidores, a vantagem acaba sendo muito interessante também. Além de conseguir comprar ativos que talvez no mercado tradicional não teria acesso, por toda a operação ficar mais barata, o retorno oferecido para os investidores por “emprestar” esse dinheiro pode ser maior.

Sendo assim, tanto o emissor quanto o investidor acabam ganhando na operação. O emissor, com redução de custos e mais segurança, e o investidor com a possibilidade de receber mais juros nesses investimentos.

Sobre o autor

Daniel Coquieri é CEO da empresa de tokenização de ativos Liqi Digital Assets. Empreendedor do ramo da tecnologia, foi fundador da BitcoinTrade, uma das maiores corretoras de criptomoedas do Brasil.

VOCÊ PODE GOSTAR
Logotipo OKX ao fundo tela trading

OKX lança rede Ethereum de segunda camada para desafiar a Base da Coinbase

Uma rede de escalonamento Ethereum de segunda camada construída pela OKX lançou a rede principal, abrindo caminho para novos usuários
moeda de bitcoin e ethereum com gráfico ao fundo

Manhã Cripto: Bitcoin (BTC) supera US$ 72 mil com halving cada vez mais próximo; ETH dispara 6%

É a primeira vez que o Bitcoin bate a marca de US$ 72 mil desde meados de março
Celular com gráficos de ações e criptomoedas em queda no fundo

Preço de tokens BRC-20 da rede Bitcoin despencam antes do halving — Runes é o culpado?

Em semana crucial para a principal rede de criptomoedas, a ORDI caiu mais de 40%
Brad Garlinghouse, CEO da Ripple , posa para foto

Mercado de criptomoedas vai valer US$ 5 trilhões até final do ano, prevê CEO da Ripple

Brad Garlinghouse justifica seu otimismo pelo halving do Bitcoin e um possível impulso regulatório positivo do mercado cripto nos EUA