Imagem da matéria: Resposta da NegocieCoins Acerca da Matéria 'As Corretoras Brasileiras de Criptomoedas Falsificam Volume de Bitcoin?'

O artigo publicado pelo autor direciona duras acusações à exchange Negociecoins. Segundo dados apresentados, a exchange Negociecoins estaria gerando operações em seu próprio livro de ordem. Diante deste fato que milita contra a verdade, forçoso esclarecer as circunstâncias, comprovando cabalmente que a matéria é tendenciosa e vazia em razões técnicas.

A Regulamentação

Nas argumentações iniciais o articulista se justifica narrando suas preocupações e a sua motivação para o estudo apresentado na matéria, onde explica que o governo poderá através de uma regulamentação criar uma normativa que “daria acesso a todos os dados dos usuários e até mesmo as suas transações” através das suas chaves públicas. Antes mesmo do autor dar início a sua proposta investigativa ele já demonstra falta de conhecimento com o ordenamento jurídico brasileiro e até mesmo com a tecnologia que procura se apresentar como “especialista”. O primeiro equivoco seria a menção “acesso a todos os dados”, isso porque a LC 105/2001 autorizou ao agente fazendário a monitoria de todas as transações financeiras das pessoas físicas e jurídicas, independentemente de determinação judicial, e a IN 1.571 da Receita Federal por sua vez regulamentou que todos as movimentações mensais de valores acima de R$ 2.000,00 nas pessoas físicas e R$ 6.000,00 na pessoa jurídica devem ser informadas ao fisco.

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O STF já decidiu em inúmeras ações que tal fato não se trata de quebra de sigilo bancário, logo, as transações realizadas nas exchange Negociecoins e todas as outras exchanges já podem ser objeto de monitoramento, independente de regulamentação. Este fato deveria ser visto como positivo, afinal, estamos falando de mais transparência.

 Quanto aos “hash” públicos, é notório que todas as transações em bitcoin ficam registradas de forma permanente na sua blockchain, mecanismo reconhecido como uma das maiores vantagens desta tecnologia. O que parece, a nosso ver, é que o colunista entende que a transparência ou a monitoria do governo será um entrave para o crescimento do mercado. Na verdade, a transparência será o vetor para garantir maior aceitação do bitcoin e outras criptomoedas como meio de pagamento.

 Os Modelos de Negócios e suas Distinções

Verificamos que o autor se apropriou de uma pesquisa feita por outra pessoa, conhecida como “Sylvain Ribes”, utilizando-se dessa mesma técnica, e com base nela, o especialista brasileiro passou a analisar o mercado nacional. Esta premissa não pode ser considerada válida como elementos confiáveis para aferição de qualquer resultado, isso porque estamos falando de conceitos de negócios completamente diferentes. Não podemos se utilizar de ferramentas ou diretrizes estruturadas para analisar um mercado e aplicar a outro, pois há risco de distorção significativa dos resultados. O autor comparou as análises realizadas para uma exchange internacional chamada, “okex”, contudo, por estar descolada do nosso mercado, tal exchange não possui depósitos em moeda fiduciária, sendo que todos os investimentos realizados nesta Exchange são feito com criptomoedas que possibilita a virtualização do capital. Já na exchange NegocieCoins isso seria impossível, tendo em vista que esta trabalha com moeda fiduciária, o capital em depósito nas exchanges brasileiras é lastreado pela moeda corrente nacional, ou seja, os modelos e os conceitos de negócios analisados não são os mesmos e isso por si só já torna manca a análise realizada pelo articulista.

A Liquidez

A premissa analisada está equivocada, pois objetiva analisar se o livro de ordens da exchange tem liquidez, ou se as ordens são reais, como se as ordens que ali estivessem fossem em sua maioria, como mencionou, “falsas”. Imaginemos que se este fosse o caso a entidade já teria sido ré em milhares de ações penais e civis (situação até aqui inexistente), uma vez que os clientes que estariam colocando as suas ordens no livro de oferta, quando fosse liquidada, nada aconteceria, ou seja, o valor que pagaram pelas suas criptomoedas não foi verdadeiro.

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Os clientes detém o controle todo do book de ofertas, que inclusive pode ser acessado em tempo real pelo próprio código fonte da página. Cada usuário sabe o valor da sua ordem e por quanto está disposto a vender ou comprar o seu bitcoin. Se um outro usuário decide vender seu bitcoin por um valor menor que o seu, ele provavelmente irá ficar na sua frente no livro de ordem e assim sucessivamente. Agora imaginemos que a própria exchange resolva colocar seus bitcoins abaixo deste preço, deflacionando seu livro de ordens, desta forma ela iria baixando gradualmente o preço. Neste momento o que impediria um grande comprador de “limpar” uma parte do livro de ofertas e pagar bem menos que o valor atual de mercado? Resposta: nada. Um investidor poderia comprar estes bitcoins mais barato e fazer uma arbitragem entre as exchanges.

 Agora imaginemos uma situação contrária a essa, onde a própria exchange majora o preço das criptomoedas, colocando ordens cada vez mais elevadas, pouco a pouco inflacionando o preço do bitcoin e outras moedas em seu livro de ordens. A pergunta agora é: o que impediria um investidor de comprar bitcoins mais barato em outra exchange, vende-lo por um preço mais elevado e ficar com a diferença? Resposta: nada. Talvez alguns possam imaginar que isso não ocorra porque não seja permitido pela própria entidade, mas na verdade essa é uma prática comum em todas as exchanges de criptomoedas brasileiras. Diariamente centenas de usuários trazem seus bitcoins para esta plataforma. Se este número continuasse sendo depositado nesta mesma média sem a venda no livro por falta de liquidez a empresa já teria tido inúmeras denúncias, fato este nunca ocorrido.

Maior Volume

A média do volume diário da NegocieCoins é nitidamente maior que as das demais exchanges, e isso ocorre devido ao perfil da maioria dos seus clientes, ao fato de integrar o pool de empresas do Grupo Bitcoin Banco e a quantidade de usuários ativos. Muitos destes possuem um perfil diferenciado e negocieam valores acima da média de mercado. Entre os perfis de alguns clientes, uma parcela destes compram e vendem bitcoins todos os dias no livro de ordem para a prática do conhecido P2P. Essa prática se tornou habitual e eleva em muito o volume do livro de ordem, criando uma espécie de segmentação entre as outras exchanges, e por ter a maior liquidez entre todas e os saques mais ágeis, conferem à NegocieCoins o legítimo status de melhor e maior exchange brasileira, características essenciais e que a diferencia das suas concorrentes.

 O autor desconhece a natureza do negócio que ralizamos. A exchange NegocieCoins tem uma característica única em relação as outras exchahges brasileiras: é uma empresa pertencente a um grupo econômico que, atuando de forma integrada, impulsiona o mercado de criptomoeda. O mesmo é formado pela imobiliária Inspira Imoveis, a Crypto Trader, a NegocieCoins e o Bitcoin Banco. Todas as transações de criptomoedas das empresas do grupo são feitas através da plataforma NegocieCoins.

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O autor se fez valer de dados estatísticos sem a devida verificação, não realizou os testes necessários, tão pouco operações no livro de ordens para que pudesse apurar os fatos. É verificado que o autor faz uso de um modelo usado para exchanges internacionais com modelos de negócios diferentes, extrai dados de outro mercado, e utiliza-os no artigo claramente direcionado para o objetivo intencionado pelo autor.

A Fórmula Matemática

O autor admite usar um modelo desenvolvido por outro especialista, onde diz, “Para termos uma base de comparação com os resultados obtidos por Ribes, utilizarei da mesma metodologia, mas testando o método nas exchanges brasileiras”, e logo a seguir, no parágrafo seguinte, admite ter alterado a fórmula, quando diz, “Talvez devido aos poucos dias de dados, ou ao ambiente brasileiro, eu tive de ajustar a fórmula proposta”.

Esta simples afirmação torna a análise confessadamente manipulada, ou seja, fica comprovado que o suposto especialista alterou a fórmula da planilha, de um mercado que se quer parece com o modelo analisado e ainda afirma que esta deveria ser a fórmula correta. E ainda, colaborando com a falta de preciosismo, o colunista afirma que “eu peguei várias amostras de slippage e volume para o mesmo par em momentos diferentes para tentar enxergar o mesmo tipo de correlação que Ribes (…)”.

Notemos que o autor afirma que está assumidamente alterando a fórmula, para tentar encontrar uma relação, ou seja: ele não tem certeza, e para piorar o modelo alterado é utilizado para comparar um mercado completamente diferente, com pares e moedas que se quer são as mesmas, para então concluir que existe uma, “discrepância”. De fato existe essa discrepância, que se resume a todos os dados que foram apresentados até o momento e aos demais que veremos a seguir, afinal, as organizações que atuam no mesmo seguimento não possuem, na verdade, o mesmo volume de negócios e muito menos de venda. É como se quiséssemos exigir que a Pizza Hut e a Pizzaria da Esquina vendessem uma quantidade parecida de pizza, ou que recebessem uma quantidade proporcional de ligações para venderem cada pizza, notando assim que estes modelos não possuem conexões lógicas.

O Mercado

No que tange a própria análise do mercado fica claro que ambos especialistas, talvez por não serem especialistas na área, não detêm o conhecimento de mercado financeiro, pois suas afirmações foram, “(..) já é possível notar por meio deste gráfico que os dados da Negocie Coins são claramente outliers (valor aberrante ou valor atípico), apresentando aproximadamente o dobro de volume para o mesmo slippage do Mercado Bitcoin, ou 7 vezes o volume do modelo proposto (…).

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Afinal, o autor afirma que fica claro que os valores são berrantes, porém desconhece o tipo de mercado da empresa e muito menos os perfis dos nossos clientes. A exchange NegocieCoins possui milhares de clientes e algumas centenas compram e vendem valores substanciais na plataforma, como podemos verificar em alguns exemplos nos anexos.

Total do Livro de Ordens

 Quanto ao total do livro e o valor necessário para limpar as ordens, isso nos submete ao que foi dito anteriormente, ou seja, a corretora NegocieCoins recebe diariamente uma grande quantidade de bitcoins porque em dados momentos do dia o preço oferecido pelo mercado deixam suas ordens acima da média. Isso ocorre por uma série de fatores, dentre eles o fato de a exchange possuir uma das menores taxas do mercado, o que possibilita que as transações não sejam corroídas por taxas.

Outro fator apontado seriam as arbitragens entre as exchanges brasileiras. O mercado criou uma espécie de precificação que é natural, onde um mesmo produto pode ser vendido mais caro em um local do que em outro. Ha vários exemplos no mercado tradicional. Entre estes fatores a exchange NegocieCoins tem a aprovação de cadastro maisrápida do mercado, a maior velocidade no saque e, principalmente, a aprovação de depósito mais rápida. A alta qualidade de atendimento da NegocieCoins pode ser comprovada pelo nível de satisfação de seus clientes além de dados do site “ReclameAqui”. Essas eficiência e qualidade geram preços com sensíveis variações entre as exchanges, por este motivo a NegocieCoins possui um livro de ordens tão robusto, tendo nenhuma conexão com as informações apresentadas.

Conclusão

As acusações apontadas pelo autor ficam comprovadas aqui como falsas e deixamos claro nossa insatisfação quanto ao fato de se utilizar de uma teoria de outro País, e aplicada ao nosso, sendo confessadamente modificada e manipulada para se chegar a uma conclusão equivocada.

A NegocieCoins se orgulha de oferecer excelência de atendimento a seus clientes e se porta como uma empresa transparente, qualidades essas comprovadas não só pela opinião de nossos clientes, mas pela ausência de processos e alto índice de aprovação em sites como o ReclameAqui.

Entendemos que passamos por uma fase decisiva para as criptomoedas no Brasil e no mundo, e, diante das incertezas do público e órgãos reguladores, seria muito mais produtivo se a mídia, especialistas, formadores de opinião e entusiastas se mobilizassem para fortalecer o mercado de criptomoedas, e não pulverizar informações levianas, violando direitos que são tutelados por lei.

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Ainda assim, depositamos esperança de uma mudança no posicionamento e comportamento dos meios de comunicação, que tanto contribuem para o crescimento do mercado de criptomoedas. Estamos cientes de que estamos fazendo história nesse segmento e as dificuldades serão muitas. Temos como objetivo nos manter transparentes, éticos e unidos e assim contribuir para o desenvolvimento de uma sociedade forte para as criptomoedas no Brasil e no mundo.

Curitiba, 24 de abril de 2018.

GRUPO BITCOIN BANCO

NegocieCoins

Leia também o artigo que deu origem ao debate: As Corretoras Brasileiras de Criptomoedas Falsificam Volume de Bitcoin?

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