Imagem da matéria: Paxos destrói R$ 100 milhões em criptomoedas roubadas da FTX
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A Paxos, empresa que emite criptomoedas e fornece infraestrutura para os serviços cripto do Nubank e Mercado Pago, queimou o equivalente a R$ 100 milhões em PAX Gold (PAGX) que foram roubados da corretora FTX durante um hack do mês passado.

A movimentação na blockchain foi rastreada na quinta-feira (22) pelo perfil do Twitter @Lookonchain, que divulgou as transações que mostram um total de 11.184,38 PAXG (US$ 20 milhões), mantido nas carteiras “FTX Accounts Drainer”, sendo transferidos para um endereço nulo (0x000…). 

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Pelo fato de esse endereço de destino ser inacessível na blockchain, tanto pela Paxos como por qualquer outro usuário, significa que os tokens foram “queimados”, ou seja, tirados de circulação para sempre.

Por ser a emissora do PAXG, cujo preço atual de US$ 1.805 é lastreado em barras de ouro físicas, a Paxos tem o poder de “congelar” esses tokens na blockchain, mesmo que eles estejam armazenadas em carteiras de terceiros.

A empresa já havia confirmado o bloqueio dos fundos no dia 15 de novembro, afirmando que a ação foi solicitada pelas autoridades norte-americanas.

Hack da FTX

No início de novembro, pouco depois da FTX bloquear os saques dos clientes e entrar com pedido de recuperação judicial nos EUA, um suposto hacker foi capaz de invadir a plataforma e roubar cerca de US$ 600 milhões em criptomoedas, incluindo ETH, DAI, USDT, BNB, MATIC e PAXG.

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Logo após o hack, a Paxos publicou uma nota informando que havia sido solicitada a congelar os tokens PAXG desviados durante o ataque para quatro endereços de carteira diferentes. A empresa disse que cumpriu a ordem imediatamente, mas só foi queimar os tokens de fato nesta semana.

“Como sempre, a Paxos continuará a trabalhar em estreita colaboração com a aplicação da lei e os reguladores”, disse o conselheiro global da empresa, Ben Gray, no comunicado. “Os agradecimentos vão para a Polícia Federal por sua extraordinária capacidade de resposta a este assunto.”

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