Manhã Cripto: Bitcoin sobe em meio a condições financeiras mais flexíveis e analista prevê máxima histórica no segundo trimestre

Dólar registrou sua terceira maior queda em três dias desde 2015, enquanto os rendimentos dos títulos do Tesouro caíram significativamente
bitcoin subindo gráfico verde positivo

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O Bitcoin chegou a ultrapassou US$ 86.800 na quarta-feira (20), subindo quase 5% à medida que os investidores reagiam a sinais de condições financeiras mais flexíveis por parte do Federal Reserve e ao crescente otimismo em relação a um rali impulsionado por liquidez.

No momento da redação desta reportagem, Bitcoin (BTC) subia 2% e era vendido a US$ 85.179. O Índice de Preço do Bitoin (IPB) aponta o ativo cotado em R$ 483.046. O Ethereum (ETH) está quase parado, com valorização de 0,2% e com preço de US$ 1.983.

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As altas seguem por quase todo o top 10 das maiores criptomoedas. XRP sobe 7,5% e é vendido a US$ 2,48. Solana (SOL) também tem valorização forte: alta de 3,3% e cotado em US$ 130. BNB (+2,8%), Cardano (1,1%) e Dogecoin (+2%) fecham o ciclo de boas notícias.

Tron (TRX) é o única em queda, com desvalorização de 0,2% e sendo vendido a US$ 0,2295.

O Fed anunciou que reduziria o ritmo de diminuição de seu balanço de US$ 6,8 trilhões, limitando o escoamento de títulos do Tesouro a US$ 5 bilhões por mês, abaixo dos US$ 25 bilhões anteriores.

A medida visa evitar turbulências nos mercados de financiamento em meio às tensões contínuas em torno do teto da dívida.

O banco central também manteve as taxas de juros inalteradas na faixa de 4,25% a 4,5%, reiterando sua projeção de dois cortes nas taxas ainda este ano, apesar das persistentes preocupações com a inflação.

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Condições financeiras mais flexíveis parecem estar impulsionando o apetite por risco. O dólar americano registrou sua terceira maior queda em três dias desde 2015, enquanto os rendimentos dos títulos do Tesouro e a volatilidade do mercado de bonds caíram significativamente.

Jamie Coutts, principal analista de criptomoedas da Real Vision, afirmou que essas mudanças podem preparar o terreno para um rali significativo do Bitcoin nos próximos 90 dias.

“Historicamente, esses sinais frequentemente precederam grandes movimentos do Bitcoin”, disse Coutts.

“Agora, com o Banco Popular da China intensificando as medidas de liquidez, o mercado pode estar subestimando a rapidez com que o Bitcoin pode disparar—possivelmente atingindo novas máximas históricas antes do fim do segundo trimestre—apesar das preocupações persistentes com as tarifas de Trump e uma possível recessão”, acrescentou.

O Banco Popular da China injetou liquidez adicional em seu sistema financeiro nas últimas semanas, reforçando uma tendência global de flexibilização que pode favorecer ativos de risco.

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Ao mesmo tempo, a decisão do Federal Reserve de desacelerar seu aperto quantitativo está alinhada com a narrativa mais ampla do mercado de que os ciclos de aperto monetário podem estar chegando ao fim.

Os traders de criptomoedas aproveitaram esses acontecimentos, elevando o Bitcoin junto com os ganhos das ações e do setor de tecnologia.

Ainda assim, incertezas persistem. Inflação, riscos geopolíticos e mudanças na política fiscal sob o governo de Trump podem alterar a trajetória do Fed.

Por enquanto, no entanto, os traders apostam que a liquidez permanecerá abundante, apesar das observações anteriores que indicavam o contrário.

* Traduzido e editado com autorização do Decrypt.