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CEO da FTX, Sam Bankman Fried (Foto: Shutterstock)

Sam Bankman-Fried, o CEO da corretora FTX, revelou que a crise de liquidez no mercado das criptomoedas é pior do que se imagina, com impactos ainda desconhecidos para o resto da indústria. Em entrevista à Forbes publicada na terça-feira (28), Bankman-Fried afirma que várias plataformas de negociação de criptomoedas estão “secretamente insolventes”, ou seja, não têm dinheiro suficiente para quitar suas dívidas ou pagar os clientes. Na prática, isso significa que essas empresas estão quebradas.

“Existem algumas exchanges de terceiro nível que já estão secretamente insolventes”, disse Bankman-Fried, sem revelar quais corretoras são essas.

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Contudo, o mercado já tem conhecimento sobre a grave situação em que se encontram empresas do setor, como a Three Arrows Capital, Voyager Digital, Babel Finance, BlockFi, e Celsius — a primeira do grupo a sucumbir e travar as criptomoedas dos clientes.

Nesta quarta, inclusive, uma corte das Ilhas Virgens Britânicas decidiu a liquidação da insolvente gestora de fundos de investimentos em criptomoedas Three Arrows Capital (3AC), segundo uma reportagem do portal Sky News. A gestora é formalmente baseada no país do Caribe, um paraíso fiscal que abriga diversas empresas do tipo.

Salva-vidas

Em meio a esse cenário complexo, Sam Bankman-Fried tenta atuar como o salva-vidas do mercado, ajudando empresas parceiras a se recuperar dessa crise em que se encontram.

Neste mês de junho, o bilionário já ofereceu, através da FTX e de seu outro negócio, Alameda Ventures, US$ 750 milhões em linhas de crédito para a Voyager Digital e BlockFi.

Ambas empresas foram afetadas diretamente pela insolvência da Three Arrows Capital, já que lhe haviam emprestado quantias substanciais de dinheiro que agora a empresa não é capaz de devolver.

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Mais do que um ato de solidariedade, Bankman-Fried parece tentar agir para garantir que o mercado cripto como um todo se recupere o mais rápido possível. Afinal, seus negócios e seu título como um dos homens mais ricos do setor, com uma fortuna de US$ 20,5 bilhões, dependem disso.

“Estamos dispostos a fazer um acordo um pouco ruim aqui, se isso for necessário para estabilizar as coisas e proteger os clientes”, disse o empresário, com uma ressalva de que nem todas as empresas do setor merecem ser salvas.

“Existem empresas que estão basicamente longe demais e não é prático protegê-las por motivos como um buraco substancial no balanço patrimonial, problemas regulatórios ou que não há muito negócio a ser salvo”, explicou.   

A visão do empresário é similar a de Changpeng “CZ” Zhao, o CEO da Binance que na semana passada falou sobre a responsabilidade da sua empresa ajudar os players do setor a sobreviver a esse momento, mesmo que não haja benefícios diretos para seu negócio.

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CZ também frisou que alguns projetos estão ruindo porque de fato são ruins e, nesses casos, não deve haver intervenção para salvá-los. “Infelizmente, alguns desses projetos ‘ruins’ têm um grande número de usuários, muitas vezes adquiridos por meio de incentivos inflados, marketing ‘criativo’ ou puros esquemas Ponzi”, disse CZ, defendendo a importância de não perpetuar empresas fraudulentas.

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