As carteiras hardware de criptomoedas da ‘Família Bitcoin’ estão escondidas em lugares secretos em quatro continentes, revelou o holandês Didi Taihuttu em uma entrevista recente à CNBC. Taihuttu, sua esposa e suas três filhas, ganharam manchetes no mundo em 2017 após venderem tudo o que tinham para viverem como nômades.
“Eu escondi as carteiras físicas em vários países para nunca ter que voar muito longe se precisar acessar minha cold wallet”, explicou Taihuttu, patriarca da ‘The Bitcoin Family’, como ficou conhecida mundialmente.
Segundo a reportagem, Taihuttu revelou que tem dois esconderijos na Europa, outros dois na Ásia, um na América do Sul e um sexto na Austrália. Contudo, disse ele, não se trata de um “tesouro enterrado”. Ele garante que nenhum dos dispositivos com as criptomoedas da família está debaixo da terra ou em alguma ilha remota.
Taihuttu foi longe e acabou dando algumas pistas. Segundo ele, os esconderijos das carteiras podem estar em diferentes lugares e em uma variedade de locais; desde casas que alugavam, de amigos, em apartamentos por onde passaram e até em Self storage, que permitem ao locatário autoarmazenamento
“Prefiro viver em um mundo descentralizado onde tenho a responsabilidade de proteger meu capital”, ressaltou Taihuttu à CNBC.
Carteiras hardwares de bitcoin
Segundo a reportagem, Taihuttu não revelou o quanto em criptomoedas a família possui, mas afirmou que apenas 26% de tudo é mantido em hot wallets, ou seja, em carteiras online, que podem ser acessadas a qualquer momento, e que incluem bitcoin, ethereum e litecoin. Logo, os outros 74% do portfólio estão espalhadas por todo o mundo.
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Embora Taihuttu tenha dito que é fácil transferir ativos para suas carteiras frias, tê-las em mãos é outra história, pois significa viajar para os muitos esconderijos e requer voar fisicamente para seus muitos esconderijos. Ele concluiu que está tentando colocar uma carteira em cada um dos continentes para que seja mais fácil acessar em quer que esteja.
Família Bitcoin pelo mundo
A jornada da Família Bitcoin começou quando em 2017 eles venderam sua empresa, casa, carros e até mesmo os brinquedos infantis por bitcoins para dar início ao sonho ‘multimilionários em 2020’.
A família lucrou com a alta estratosférica do bitcoin em 2017, quando a criptomoeda saiu de US$ 800 no início do ano para US$ 20.000 em dezembro. O objetivo original era vender os bitcoins em 2020 e depois reinvestir quando o preço caísse novamente.
Até meados do ano passado, Taihuttu e família passaram por cerca de 40 países, onde criaram projetos financiados por criptomoedas para ajudar os pobres, bem como sua própria marca de produtos. A Família Bitcoin documenta toda sua jornada em vídeos no Youtube.