Imagem da matéria: Doações em Bitcoin para Wikileaks disparam após prisão de Julian Assange
Foto: Wikipedia

O Wikileaks começou a receber mais doações em bitcoin após a prisão do seu fundador Julian Assange, que foi detido nesta quinta-feira (11) na embaixada do Equador em Londres, no Reino Unido. Ele estava lá desde 2012, quando o então presidente equatoriano, Rafael Correia, concedeu asilo ao ativista.

Segundo o The Next Web, as doações aumentaram logo após uma ação da conta oficial do Wikileaks ter sido publicada no Twitter.

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O tuíte dizia o seguinte:

“URGENTE: Julian Assange foi preso pela polícia do Reino Unido. DOE”

A publicação leva os usuários a uma página específica para doação chamada ‘Defend Wikileaks’ (apoie o wikileaks) que pode ser realizada por várias formas de transferência. Logo, um aumento repentino no volume de transações no endereço de Bitcoin da plataforma aconteceu.

A carteira de Bitcoin do Wikileaks acusava 40 doações quando disparou para mais de 160. A plataforma aceita bitcoin desde 2011, quando naquela época as empresas de cartões de crédito bloquearam as transferências para suas contas.

O WikiLeaks, cujo termo não tem uma tradução específica, mas sugere ‘página de vazamentos, é uma plataforma que publica informações confidenciais, documentos, fotos, entre outros, de forma anônima. Isto pode ser tanto de uma empresa, de uma pessoa ou de um governo.

Fundador foi levado para o Tribunal

O atual presidente do Equador, Lenín Moreno, expulsou o fundador em nome de convenções internacionais. Ele acusou Assange de se intrometer em assuntos de outros países e violar protocolos de convivência.

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No entanto, o que pesa sobre Assange no Reino Unido é apenas uma falta dele em uma audiência que tratava sobre sua extradição, o que violou as condições de fiança.

Ao ser preso, Assange saiu do seu autoexílio e foi levado diretamente a um tribunal britânico para prestar esclarecimentos à Justiça.

Extradição para EUA ou Suécia

Os Estados Unidos têm pedido de extradição de Assange. Eles o acusam de espionagem. A Suécia também, lá ele é acusado de abuso sexual.

Segundo o Jornal Hoje, sua defesa disse que vai lutar contra isso e também pediu para que ele tenha acesso a tratamento médico.

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Quem é Julian Assange

Julian Paul Assange tem 47 anos. Ele fundou o WikiLeaks em 2006 e segue até hoje como líder do site. O ciberativista nasceu na Austrália, mas possui cidadania equatoriana. Como jornalista, ele escreveu vários livros direcionados ao movimento Cypherpunk.

BBC diz que Assange é visto por seus defensores como “um corajoso defensor da verdade” e pelos seus críticos como “alguém que busca publicidade”. A reportagem ainda conta que ele é descrito por ex-colaboradores como intenso, motivado e altamente inteligente, principalmente com computadores.

Um dos momentos cruciais que levaram os Estados Unidos a perseguirem Assange, foi um vídeo intitulado ‘Collateral Murder’, publicado pelo site em 2010.

As imagens revelaram soldados americanos executando civis a partir de um helicóptero no Iraque. Conforme o The Guardian, no mesmo ano o WikiLeaks também divulgou mais de 250.000 telegramas diplomáticos dos EUA.

De acordo com o G1, o WikiLeaks usa sistemas para dificultar a identificação das fontes que enviam materiais.

Assange se refugiou na embaixada equatoriana ainda em 2010 para evitar ser extraditado para a Suécia, onde as autoridades queriam interrogá-lo como parte de uma investigação de agressão sexual.

Ele se manteve, então, em autoexílio, acreditando que se ele fosse extraditado para a Suécia, provavelmente ele seria extraditado para a os Estados Unidos.

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