De olho em remessas globais, Ripple quer parcerias com mais bancos no Brasil

O Brasil já é responsável por nada menos que 30% das operações de transferência de valores da Ripple; plataforma de blockchain deseja ampliar essa presença

O Brasil já é responsável por nada menos que 30% das operações de transferência de valores da Ripple (Foto: Shutterstock)


Animada com os resultados obtidos no Brasil, a plataforma de blockchain Ripple planeja ampliar o leque de parcerias com bancos no país em 2020. A empresa está de olho nas remessas internacionais de recursos entre pessoas físicas.

Segundo a agência Reuters, a companhia deve anunciar nos próximos meses parcerias com diversas instituições financeiras, incluindo bancos digitais.

A Ripple já firmou acordos no Brasil com Santander, Bradesco, Rendimento e outros.

“Com os sucessivos avanços na regulação bancária brasileira para facilitar transações financeiras, inclusive internacionais, as oportunidades aqui vão crescer bastante nos próximos anos”, disse à Reuters o diretor-geral da Ripple no Brasil, Luiz Antonio Sacco.

O Brasil já é responsável por nada menos que 30% das operações de transferência de valores da Ripple. O número é tão significativo que motivou a abertura de um escritório em São Paulo, em junho, e a vinda constante ao país de Eric van Miltenburg, vice-presidente sênior de operações globais da empresa.

Além do Brasil, apenas Estados Unidos, Reino Unido, Austrália, Cingapura e Índia possuem escritórios da Ripple. 

Remessas em expansão

Os dados do mercado brasileiro embasam o otimismo e as ações da Ripple. Segundo o Banco Central, as remessas por pessoas físicas entre Brasil e outros países de janeiro a novembro somaram US$ 4,6 bilhões. A cifra representa um crescimento de 10% em relação ao mesmo período de 2018.



A maior parte dessas transações é feita por meio do Swift, sistema que integra bancos de diversos países. No entanto, o processo é caro e pode levar até uma semana. Um problema que novos arranjos de negócios prometem resolver, especialmente os que adotam blockchain.

Sacco Neto disse à Reuters que serviços de transferência por meio da blockchain da Ripple custam até 10% dos valores cobrados pelos bancos, segundo relatos de parceiros.

O Santander foi o primeiro banco no Brasil a usar a tecnologia da Ripple para remessas internacionais, em outubro de 2018. Dois meses depois, foi a vez da fintech britânica Transferwise chegar ao país.

O mercado global de remessas tem um valor estimado em US$ 600 bilhões, segundo a revista Forbes.

Ripple “global”

A Ripple também é responsável pela XRP, que ocupa o terceiro lugar entre as criptomoedas com maior valor de mercado, valendo US$ 9,6 bilhões segundo o Coinmarketcap. Ela perde somente para Ethereum (US$ 16 bilhões) e Bitcoin (US$ 131 bilhões).

Focada desde sua criação em transferências internacionais, a Ripple acredita que a longo prazo pode brigar com gigantes instituições de transferências globais.

Além dos movimentos junto ao mercado brasileiro, a empresa também tem atuação forte em outros países para atingir esse fim.

Em outubro passado, a Ripple liderou uma rodada de financiamento da Bitso, corretora de criptomoedas com 750 mil usuários no México, e que pretende operar no Brasil e na Argentina.

Meses antes, em junho, a Ripple firmou parceria com a MoneyGram, segunda maior empresa de pagamentos do mundo -grande parte de seus negócios está no mercado global de remessas.


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