Imagem da matéria: Concorrente da Libra abre rodada de financiamento para projetos em blockchain de inovação financeira
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Projetos que unam inovação tecnológica e um acesso mais fácil às finanças com uso de blockchain podem se candidatar a uma chamada global de bolsas que estão sendo lançadas pela Celo Foundation, organização por trás da blockchain de mesmo nome e conhecida por ser concorrente do projeto Libra, do Facebook. Investimento pode chegar a US$ 700 mil por rodada, que é trimestral.

“O Programa de Grants mantém uma certa flexibilidade na hora de alocar recursos, de modo que os valores alocados por rodada podem variar para mais ou para menos. Se tudo correr de maneira similar à última onda, o valor total dos grants deverá ser semelhante a esses US$ 700 mil”, diz Fernando Bresslau, que atua como Brazil Ecosystem Lead para a cLabs, startup por trás da Celo e que visa desenvolver a rede no país.

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Os projetos podem ser propostos tanto por startups, ONGs ou mesmo por indivíduos que tenham boas ideias a serem apresentadas e desenvolvidas.

As inscrições vão até o próximo dia 19 de maio e podem ser feitas por meio deste link. As iniciativas selecionadas para receber as bolsas serão informadas em 30 de junho.

Uma live será realizada nesta terça-feira (12), às 17h30, para explicar maiores detalhes da rodada de bolsas, que serão pagas em dólar.

De olho no Covid-19

A Celo tem como premissa criar uma rede de projetos que ajudem a criar um sistema financeiro mais justo por meio da tecnologia blockchain. Tem também um foco especial nessa rodada de bolsas será para soluções que aliem esses elementos a respostas para desafios gerados pelo novo coronavírus (Covid-19).

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As medidas de contenção ao vírus geraram uma crise global que vem afetando negócios em todo o mundo, bem como a renda de bilhões de pessoas.

“Esse dinheiro pode vir bem a calhar para startups, empreendedores que estão precisando ‘se virar nos 30’ nessa fase de crise e têm uma ideia legal para apresentar”, destaca Bresslau.

Mobile first e open source

A tecnologia Celo tem como premissa ser “mobile first” — ou seja, apta a rodar em celulares, inclusive os de menor capacidade de processamento — e ter foco no ser humano.

Uma contrapartida estipulada pela Celo Foundation é que os projetos que recebem as bolsas devem ser do tipo open source, de forma que possa ser replicada por outros membros da rede Celo mundo afora.

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“O objetivo é achar projetos que desenvolvam a utilização da tecnologia Celo e o desenvolvimento das comunidades nos diversos países”, completa Bresslau.

Na rodada anterior de bolsas, que ocorreu no primeiro trimestre de 2020, foram contemplados 18 projetos que receberam ao todo US$ 700 mil.

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