Imagem da matéria: Com queda na mineração das criptomoedas, Nvidia tem pior performance entre ações do S&P 500
(Foto: Shutterstock)

A ascensão meteórica da Nvidia desde o início de 2016 até setembro deste ano elevou seu valor de mercado de US$ 14 bilhões para mais de US$ 175 bilhões.

A demanda subiu rapidamente com a ajuda da vende das placas gráficas utilizadas para minerar criptomoedas.

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No entanto, o mercado mudou. Durante o quarto trimestre, os investidores abandonaram as ações da Nvidia, reduzindo o preço em 54%, tornando-a a pior performance do S&P 500 nesse período.

Apesar da pior performance, a Nvidia não foi a única. Os principais índices operaram em queda neste trimestre.

“A ressaca das criptomoedas deixou o setor com excesso de estoque”, disse o CEO da Nvidia, Jensen Huang, em uma teleconferência com analistas após o relatório de lucros.

Os problemas da Nvidia não estavam limitados às criptomoedas. De acordo com a CNBC, o segmento de data center da empresa, que inclui vendas para provedores de nuvem como a Amazon, também não conseguiu atender às estimativas de Wall Street, embora a receita tenha crescido 58%.

Queda dos preços das criptomoedas afeta mineração

Com as principais criptomoedas do mercado tendo caído mais de 80% desde seus respectivos topos históricos, a mineração se torna menos lucrativa e, para alguns mineradores, se torna inviável economicamente.

A consequência disso são os mineradores desligando suas máquinas e parando de investir em novas.

O Bitcoin, por exemplo, teve uma queda de mais de 30% no seu hashrate, o que resultou em três quedas consecutivas na dificuldade de mineração. Quando o hashrate aumenta, os blocos são encontrados mais rapidamente e vice-versa. Para manter um tempo de bloco constante de aproximadamente 10 minutos, o ativo digital ajusta automaticamente a dificuldade em intervalos de aproximadamente 14 dias.

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As placas fornecidas pela Nvidia não são uteis para a mineração de Bitcoin. O Ethereum, por outro lado, que é minerado com placas de vídeo, também teve uma queda no seu hashrate, que chegou a quase 50% desde o seu topo.

O Ether, token nativo do Ethereum, acumula uma queda superior a 90% desde janeiro, quando atingiu US$ 1.440. Atualmente a criptomoeda é negociada a US$ 130, após ter chegado a US$ 80.


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