Cliente de banco recebe R$ 18 milhões por engano, compra Porsche e é investigado

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(Porsche apreendido pela polícia em condomínio de Goiânia. Imagem: Divulgação/Polícia Civil)

Um empresário de Goiânia (GO) pode pegar até 11 anos de prisão por supostamente ter se aproveitado de uma quantia em dinheiro depositada indevidamente em sua conta bancária. De acordo com o G1, ele chegou a comprar um Porsche no valor de R$ 280 mil.

Segundo a reportagem, Guilherme Moreira, de 27 anos, que é dono de um restaurante, recebeu por engano do banco Safra, um depósito no valor de R$ 18 milhões no final de dezembro do ano passado.

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As investigações mostraram que houve uma falha no sistema do banco nesse período e a quantia foi erroneamente para sua conta. Assim que ele percebeu a fortuna, começou a gastar. No entanto, o empresário negou que houve apropriação indevida.

O problema é que Moreira passou a gastar o dinheiro, e isso é ilegal. A ação se torna um caso de ‘apropriação de coisa havida por erro’ de acordo com o Art. 168 do Código Penal.

O empresário fez transferências de valores para outras contas, inclusive do próprio pai, o que totalizou o montante de R$ 1,1 milhão.

Foram essas grandes movimentações entre contas que fizeram com que o banco fizesse o bloqueio.

Conforme mostraram as investigações, no dia anterior ao erro do banco, Moreira tinha R$ 27 mil em sua conta, afirmou o delegado Kleber Toledo em entrevista.

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Porsche de R$ 280 mil

A Polícia Civil localizou e apreendeu o Porsche ano 2014 avaliado em R$ 280 mil que havia sido comprado pelo empresário com parte do dinheiro.

A apreensão aconteceu na quinta-feira (25) no condomínio onde mora Moreira. Foi constatado que ele comprou o veículo usando o nome de uma outra pessoa, o que pode caracterizar crime de lavagem de dinheiro, segundo o G1.

Empresário se defendeu

O empresário se defendeu alegando que a operação tratou-se de um equívoco jurídico, pois o banco fez o depósito indevido e, na sequência, também bloqueou todas as contas dele.

Por isso, ele alega que a ação da instituição o impossibilitou de devolver o dinheiro imediatamente, visto que ele havia pago várias coisas, inclusive o carro.

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Tentou acordo

Após o desbloqueio das contas, o empresário disse que tentou fazer um acordo com o banco, mas não concordou com as taxas de juros e multas impostas pela instituição e, portanto, não houve conciliação.

Tentou vender Porsche

Imagens de outra matéria do G1 sugerem que o empresário tentou negociar o carro. De acordo com a reportagem, as investigações mostraram que ele queria evitar que o veículo fosse tomado pelo banco.

O banco não quis comentar detalhadamente sobre o assunto, pois o caso foi levado à Justiça. O advogado de Moreira disse que seu cliente não teve a intenção de enganar a instituição.

Segundo a reportagem, o empresário não chegou a ser preso, mas está sendo investigado por apropriação de coisa havida por erro e por lavagem de dinheiro, o que pode lhe custar até 11 anos de prisão.

Caixa também errou

Há poucos dias, a Caixa Econômica Federal (CEF) transferiu mais de R$ 120 bilhões para a conta de um designer, cliente do banco no Rio de Janeiro.

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O erro fez com que o cliente, além de sofrer grandes transtornos, também sofresse prejuízos.

O cliente percebeu os bilhões de reais em sua conta em um fim de semana quando foi realizar uma compra em um comércio. No entanto, ele não conseguiu pagar.

Segundo ele, a princípio achou que o sistema do banco estava fora do ar e acabou retornando para sua casa sem as compras. Ao chegar em casa ele teve a surpresa quando viu R$ 120 bilhões de saldo.

Caixa bloqueou a conta

O banco identificou a transação fora do normal e bloqueou todas as movimentação na conta, inclusive o uso de cartões por cerca de cinco dias.

O homem ficou, então, sem poder consumir devido à ligeira ação do banco. “Fiquei sem dinheiro nenhum e precisei pedir dinheiro emprestado”, desabafou.

O designer precisou recorrer a um advogado rapidamente e contatou o advogado Raphael Tatagiba para correr atrás da liberação de sua conta e devolução do dinheiro. O caso vai se transformar em um processo contra a instituição.

De acordo com Tatagiba, o cliente vai processar a Caixa Econômica Federal pelos danos causados pelo fato de ele não ter suas compras autorizadas devido ao erro da instituição.


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