Imagem da matéria: Bitcoin atinge 50% de market share pela primeira vez em 2018; Criptomoedas despencam
(Foto: Shutterstock)

O bitcoin chegou a ser negociado a US$ 6.000 na noite de sexta (10) e caminha para fechar duas semanas em queda. Desde o final de julho, quando foi negociado acima dos US$ 8.500, a criptomoeda já caiu quase 30%. Na manhã deste sábado (11), o BTC é negociado a US$ 6.120.

No Brasil, de acordo com o IPB, a cotação do bitcoin está em R$ 24.697 e com um acumulado de -15% em agosto. No segundo semestre, o BTC está com uma variação de +0,5%.

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Fonte: Gráfico do Índice de Preço do Bitcoin

50% de Market share

Apesar da queda, o market share do bitcoin está crescendo, e atingiu o maior patamar de 2018, o que evidencia sua força diante das outras criptomoedas além de ser um sinal de que os investidores estão provavelmente tirando seu dinheiro de criptomoedas alternativas e indo para o criptoativo de maior relevância no mercado.

Um fluxo em direção ao bitcoin é geralmente visto em momentos que precedem uma alta, já que é uma rota comum para o dinheiro fiduciário entrar no mercado de criptomoedas.

Por exemplo, a taxa de dominância do BTC aumentou de 38% para 66,5% nos seis meses até dezembro de 2017 – uma época em que a criptomoeda subiu de US$ 1.760 para US$ 20.000. No entanto, ele também tende a aumentar durante os períodos de aversão ao risco – quando os investidores saem das altcoins, que possuem um maior risco, e vão para o bitcoin e, possivelmente, para moeda fiduciária.

Um dado interessante é que até o início de 2017, o bitcoin praticamente não havia ficado com menos de 80% do marketshare do mercado de criptoativos.

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Seguindo o bitcoin, que está próximo dos 51% de market share, encontram-se o Ethereum (ETH) e Ripple, com 15,10% e 5,58% respectivamente.

O que está impulsionando a queda?

Pela segunda vez em menos de um mês, a SEC (equivalente americana à comissão de valores mobiliários do Brasil) adiou para o dia 30 setembro outra proposta de criação de fundos de índices comercializados como ações (ETFs) de Bitcoin. A decisão foi publicada no fim da tarde desta terça-feira (07).

A solicitação da exchange Cboe BZX havia sido feita no dia 20 de junho. Um dos motivos para rejeição, conforme do documento, foram os 1300 comentários que a proposta já recebeu.

No dia 24 final de julho, uma outra proposta de ETF de Bitcoin, da Direxion Investments, também havia sido adiada.

Dois dias depois, foi a vez da SEC se pronunciar sobre a ETF dos irmãos Winklevoss, fundadores da exchange Gemini, que acabou sendo foi rejeitada. Os gêmeos pleiteavam listar e negociar as ações baseadas em commodities da Winklevoss Bitcoin Trust. A SEC rejeitou a ideia por por 3 votos a 1.

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A sequência de negativas rompeu com a expectativa positiva do mercado, que reagiu negativamente logo após os anúncios e se prolongou até o momento.

Altcoins operam em forte queda

Entre os principais criptoativos do mercado, todos operam em queda nas últimas 24 horas e nos últimos sete dias. IOTA e NEO foram as que mais desvalorizaram, com -40,36% e -32,91% respectivamente. O Bitcoin, apesar dos seus -14%, é um dos que menos caiu.

Como consequência, o valor de mercado somado das criptomoedas atingiu seu menor patamar dos últimos 9 meses, igualando com valores do início de novembro de 2017, em torno de US$ 207 bilhões.


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