Imagem da matéria: Baleia mexe em carteira parada há nove anos e transfere R$ 160 milhões em bitcoin
Foto: Shutterstock

Uma baleia que estava adormecida por nove anos resolveu despertar nessa semana e retirar US$ 32,2 milhões em bitcoin, cerca de R$ 162 milhões, de uma carteira parada desde 2012.

De acordo com o Whale Alert, um serviço de rastreamento que divulga as maiores movimentações do mercado, os fundos saíram da carteira na terça-feira (1º) e foram espalhados em centenas de endereços, provavelmente uma forma da baleia esconder sua identidade.

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Desse modo, não é possível afirmar que os bitcoins foram vendidos em uma exchange ou transferidos para uma cold wallet mais segura.

Os dados da blockchain mostram que a baleia recebeu 900 BTC em agosto de 2012, quando o bitcoin valia cerca de US$ 13.50. Nove anos depois, o ativo é negociado a US$ 35.700, o que significa uma valorização de 265.000% no período.

Ao manter as criptomoedas paradas na carteira, os fundos da baleia que na época não passavam de US$ 12 mil, hoje estão avaliados em US$ 32,2 milhões.

Apesar do crescimento impressionante, as criptomoedas foram movimentadas no momento em que o preço do bitcoin ainda está 44% abaixo da máxima histórica de US$ 64.800, alcançada em abril. Naquele mês, os fundos estavam valendo quase R$ 300 milhões.

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Baleia misteriosa

Ao repercutir a notícia, o portal Daily Hodl indicou que a carteira não tem vínculos conhecidos com nenhuma instituição de criptomoeda, exchange ou investidores conhecidos do mercado.

Além disso, o ano em que a primeira transação foi feita e o padrão de comportamento nos anos seguintes indicam que pode se tratar de uma carteira esquecida por algum dos primeiros detentores de bitcoin.

Apesar de nenhum fundo ter sido retirado pela baleia até então, pequenas quantias de BTC foram enviadas ao endereço nos últimos anos, provavelmente de dusting attacks, ou ataques de varredura. 

Nessa ofensiva, hackers tentam quebrar a privacidade de grandes carteiras de bitcoin ao enviar pequenas quantidades de tokens que são rastreados em seguida para chegar à identidade da pessoa ou instituição por trás do endereço. 

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