Atualização Shanghai deve trazer mudança no preço do ethereum, prevê especialista

Fabrício Miranda ressalta que um terço do Ethereum em staking está na Lido Finance e prevê que investidores institucionais entrarão com força
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Concentração de staking vai contra princípios da Ethereum, disse Miranda (Foto: Fernando Martines/Portal do Bitcoin)

O dia 12 de abril de 2023 é muito aguardado pela comunidade Ethereum: é nesta data que entra em vigor a atualização Shanghai, que permitirá o saque de quem tem ETH em staking. O desenvolvedor Fabrício Miranda falou neste sábado (1º) durante a ETH Samba, que ocorre no Rio de Janeiro, sobre como está o processo e deu números da prática. 

“Atualmente são 18 milhões de Ethereums depositados em contratos de staking e isso está crescendo em uma média de um milhão de ethereums depositados mês a mês. Já são mais de cem mil carteiras únicas fazendo staking de Ethereum: isso significa que um maior número de pessoas está aprendendo a fazer o staking”, disse. 

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Miranda é o criador do projeto Staje Together e critica o fato de um terço dos ethereums em staking estarem na Lido Finance. “Deveria ser mais descentralizado. Isso é contra os princípios da Ethereum”, aponta. 

Outro número apresentado é que 33% dos tokens são de Ethereum líquido. Essa é a nomenclatura para quando um membro da rede não tem a quantia de 32 ETH para ser sozinho um validador e junta seus tokens com outras pessoas para poder fazer o staking. 

O desenvolvedor prevê que a liberação dos saques, que começaram a ser feitos em janeiro de 2021, deve inundar o mercado com Ethereum e fazer o preço cair um pouco em um prazo curto. 

“Depois vai voltar a subir, porque os investidores institucionais vão poder colocar o dinheiro sem ter medo de que fique travado”, afirma.