Imagem da matéria: Ataques de bots disparam 83% na América Latina, revela pesquisa
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A empresa de análise de risco LexisNexis Risk Solutions lançou nesta terça-feira (6) o relatório “Panorama Global de Fraude e Identidade”, que traz dados sobre o impacto das fraudes financeiras em diversas regiões do mundo, incluindo América Latina.

De acordo com o estudo, as carteiras digitais representam um quinto das perdas por fraude na região da América Latina, com comerciantes de comércio eletrônico no Brasil, Chile e Colômbia sendo vítimas de mais fraudes do que outros segmentos.

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Segundo o estudo, isso é um reflexo da alta adoção das novas tecnologias pela população. No Brasil, por exemplo, foram registradas 1,6 bilhão de transações com o modelo de pagamento instantâneo em apenas um mês. 

“Em uma das economias mais importantes da América Latina [Brasil], 70% da população adotou esse modelo em menos de dois anos”, diz um trecho do estudo. 

Como resultado disso, as fraudes estão se fortalecendo no ambiente digital. A LexisNexis Risk Solutions identificou que os ataques de bots maliciosos, ou seja, golpes que não são aplicados diretamente por humanos, cresceram 155% globalmente na comparação anual. 

A América Latina aparece na segunda posição, ao registrar um crescimento de 83% em ataques de bots, atrás apenas da região EMEA (Europa, Oriente Médio e África), cuja alta dessa ofensiva chega a 98%.

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Os ataques iniciados por humanos também subiram 32% no último ano. “O rápido aumento [desse ataque] no ano passado pode ser atribuído principalmente ao domínio de golpes de engenharia social direcionados no setor de serviços financeiros. Essas formas de ataque podem levar mais tempo, mas também oferecem retornos maiores para os fraudadores”, diz um trecho do estudo da LexisNexis Risk Solutions.

Riscos das novas tecnologias

A pesquisa argumenta que, nesse cenário, as empresas que oferecem serviços de novas tecnologias, como aquelas do setor de criptomoedas e da categoria Buy Now, Pay Later (“Compre agora, pague depois”), podem ganhar confiança dos reguladores trabalhando em conjunto com setores estabelecidos no combate de fraude existentes, como aquelas de engenharia social que são comuns no espaço cripto.

Ao mesmo tempo, os consumidores que transacionam no espaço digital também devem ficar atentos, já que existem riscos na jornada do cliente, com golpistas criando estratégias de ataque em todas as etapas. 

“A fraude digital continuou a crescer à medida que as economias em todo o mundo foram reabertas em 2022. A última onda de golpes mostra como o cenário das fraudes continuará a se transformar. As organizações precisam usar modelos flexíveis de prevenção de fraude juntamente com uma abordagem de autenticação adaptável”, disse em nota à imprensa Stephen Topliss, vice-presidente de fraude e identidade da LexisNexis Risk Solutions.

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