Imagem da matéria: As cinco maiores quedas do Bitcoin e o que elas revelam sobre o momento atual
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O termo “crash” é usado bstante nas manchetes sobre cripto. Mas a maioria dos investidores não usaria esse termo para uma queda de 9% em uma terça-feira – até porque é bem provável que ele recupere 8% na quarta-feira.

Mas os males atuais no mercado cripto são diferentes. Bitcoin caiu 16,5% em uma semana, enquanto Ethereum apresenta uma perda de 23% e Solana 33%. Entre os dias 20 e 22 de janeiro, o Bitcoin foi de US$ 43 mil para US$ 34.650. Uma queda de 20% em menos de 48 horas.

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Esse são números que justificam o uso de “crash”.

Como essa queda – que pode não ter acabado mesmo com um crescimento para quase US$ 37 mil nesta terça (25) – se compara a outras quedas históricas do BTC?

19 de junho de 2011

A primeira foi a pior. Antes do Coinmarketcap começar a rastrear o preço do Bitcoin e antes mesmo da Coinbase existir para facilitar a compra e venda, o Bitcoin era negociado principalmente pela corretora Mt. Gox.

Depois de subir de US$ 2 para US$ 32 na primeira metade do ano, o Bitcoin recuava para US$ 17,50 quando um ataque hacker na exchange permitiu que fosse vendido por apenas um centavo.

Isso mesmo, o Bitcoin caiu 99,9% em um dia.

Mas isso não durou. Foi um queda rápida.

Dezembro de 2013

Não parece muito agora – apenas uma leve curva em um linha reta no começo da vida do Bitcoin. Mas em dezembro de 2013 houve um crash sério. O preço havia atingido US$ 1.151 no dia 3 de dezembro, o que era o mais alto da história até aquele momento. Um mês antes valia US$ 200. No dia 17 de dezembro tinha caído pela metade.

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O culpado: o primeiro banimento da China, que proibiu os bancos de lidarem com o ativo.

BTC passou boa parte de 2014 tentando subidas, que eram seguidas de quedas dramáticas. Em janeiro de 2015, o Bitcoin tinha despencado de volta para US$ 200. Levaria mais dois anos, até janeiro de 2017, para voltar ao recorde anterior.

Dezembro de 2017

Quando alguém fala em bear market, provavelmente está se referindo ao Inverno Cripto (sim, foi tão marcante que passou a ser escrito em letras maiúsculas), que começou em dezembro de 2017.

O Bitcoin teve um bom desempenho ao longo de 2017, tendo aumentado seu preço em 20 vezes, atingindo um novo pico de US$ 19.497 no dia 15 de dezembro. Seis dias depois valia US$ 13.831, uma queda de 29%.

Mas continuou piorando, caindo para um nível abaixo de US$ 7 mil em fevereiro de 2018 e passando os noves meses seguintes numa faixa entre US$ 6 mil e US$ 10 mil. No outono daquele ano (primavera no hemisfério sul) parecia que o preço tinha se estabilizado. No dia 12 de novembro, era vendido por US$ 6.359. Um mês depois valia menos de US$ 3.300.

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O que tornou particularmente ruim essa queda e o bear market vindo em sequência foi o fato de que, naquele momento, não apenas o Bitcoin estava envolvido. À essa altura, Ethereum já havia se confirmado como a prata para o ouro do Bitcoin.

Mas como muitos investidores comuns haviam dado seus Ethers para garantir liquidez a novos projetos ao longo de 2017, o que fez parecer que a bolha do mercado cripto havia estourado.

10 de março de 2020

Nenhuma história sobre as quedas do Bitcoin seria completa sem algo relacionado à pandemia. Para ser justo, os lockdowns congelaram praticamente tudo: o mercado de ações despencou, conforme investidores começavam a acumular dinheiro e ativos mais líquidos. O Bitcoin também foi abandonado. Em apenas um dia, o preço caiu 37%  – foi de US$ 7.911 para US$ 4.970.

Uma combinação de auxílios pagos pelo governo dos EUA e medidas do FED manteve a economia aquecida e o dinheiro rapidamente voltou a inundar o mercado cripto.

Esse fluxo de liquidez, junto com Tesla e MicroStrategy colocando Bitcoin em seus balanços financeiros – tiveram um grande papel em fazer com que o preço fosse para mais que US$ 60 mil no ano seguinte.

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Maio de 2021

Nem o Inverno Cripto nem a Covid-19 estouraram a bolha dos ativos digitais. As pessoas simplesmente seguiram comprando. No começo de 2021, o mercado cripto estava cheio de competidores do Ethereum, como Solana, e tokens DeFi como Compound, e até mesmo uma nova onda de moedas meme como Shiba Inu. No dia 14 de abril, o preço do Bitcoin atingiu um novo recorde, dessa vez de US$ 63.314.

No dia 7 de maio já havia caído um pouco, para US$ 58.803. Já em 22 de maio o ar foi sugado do mercado e o BTC caiu para US$ 34.770.

Durante o mesmo período de tempo, o valor total do mercado de criptomoedas (market cap) caiu um terço de US$ 2,39 trilhões para US$ 1,58 trilhão.

Agora

Os números recentes do Bitcoin – apesar do mini-rali de hoje – parecem ruins, mas não tão ruins quanto o crash de 99,9% em um dia ou a depressão estendida dos ativos do mercado cripto que ocorreu de dezembro de 2017 a 2018.

Esses derretimentos do mercado foram seguidos de explosões de alta, os pontos baixos levaram a novos ganhos. Mas o contrário também é verdade: algumas das maiores quedas foram ressacas de recordes de altas.

Só não diga que você não foi avisado.

*Traduzido e editado com autorização do Decrypt.co.

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