Agentes da Polícia Federal da Argentina levando suspeito até viatura
Agentes da PFA levam suspeito até viatura (Imagem: Reprodução/Youtube)

A Polícia Federal da Argentina (PFA) prendeu quatro suspeitos de planejar e executar um roubo de US$ 800 mil – o equivalente a cerca de R$ 4 milhões – por meio do sistema de empréstimos da corretora de criptomoedas Buenbit, que tem sede em Buenos Aires. O mentor do cibercrime fugiu para a Europa e é procurado pela Interpol, segundo o site Infobae. Um vídeo que mostra as prisões foi publicado na segunda-feira (27) no canal Diario El Sindical no YouTube.

O Departamento de Crimes Cibernéticos, unidade da PFA, identificou o mentor do crime, um jovem de 19 anos, cujo nome não foi revelado, morador de Bajo Flores, bairro da cidade de Buenos Aires.

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Quanto aos integrantes do grupo criminoso, três deles foram presos em Miramar, cidade turística da província de Buenos Aires: Claudio B., 55 anos; Elias A., 25; e María H., 23. O quarto nome não foi divulgado, mas a ação contra ele ocorreu na cidade de Lanús.

A PFA agora vai apurar qual era a participação de cada um no plano criminoso e quanto eles receberam do mentor. As investigações, contudo, apontam que o papel dos detidos era o de fornecer seus documentos para a validação biométrica, ou seja, eles podem ter sido usados como laranjas. A mulher detida, por exemplo, tem emprego fixo em um supermercado de Miramar. 

Os agentes apreenderam 15 celulares, três tablets, cartões de débito, um laptop, uma CPU e vários pen drives, que agora vão passar por perícias.

Criminosos usaram robôs para fraudar corretora

De acordo com o Infobae, a denúncia foi feita pela própria corretora Buenbit no final do ano passado e a condução das investigaçẽos ficou a cargo da juíza Paula González, que acionou a Unidade Fiscal Especializada em Crimes Cibernéticos do Ministério Público local.

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Com o andamento das investigações, ficou evidenciado que fundos oriundos do crime foram desviados para diferentes contas e carteiras virtuais localizadas no país, além de contas na Espanha e na Itália.

Em vez de pedir um empréstimo de uma vez, os criminosos usaram um robô para realizar várias operações para uma mesma carteira virtual como garantia, explica o site. No entanto, o mentor do roubo teria fugido antes mesmo de sacar todos os fundos das operações fraudulentas.

CEO da Buenbit

“A situação se deveu a um grupo de usuários que cometeu fraudes, algo infelizmente comum e cotidiano de todas as empresas do mundo fintech”, disse em um tweet o CEO da Buentbit, Federico Ogue.

Ele ressaltou que “a fraude não teve impacto nos saldos dos nossos clientes nem no funcionamento da empresa”.

No ano passado, a Buenbit, que tem origem na Inglaterra, teve que passar por um processo de demissões devido ao então cenário cripto global de inverno cripto. Na época, Ogue afirmou que além da redução no quadro de funcionários, a empresa tpaudaria sua estratégia de expansão, que já incluia escritórios no Peru e no México.

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